Nasa nega vinculo com brasileira que diz ser astronauta
Nos últimos dias, o nome de Laysa Peixoto, jovem de 22 anos de Contagem, Minas Gerais, ganhou destaque nas redes sociais após o anúncio de sua suposta seleção para se tornar astronauta e participar de uma missão espacial que estaria marcada para 2029. A notícia rapidamente se espalhou, despertando curiosidade sobre os critérios para se...
Nos últimos dias, o nome de Laysa Peixoto, jovem de 22 anos de Contagem, Minas Gerais, ganhou destaque nas redes sociais após o anúncio de sua suposta seleção para se tornar astronauta e participar de uma missão espacial que estaria marcada para 2029.
A notícia rapidamente se espalhou, despertando curiosidade sobre os critérios para se tornar astronauta e sobre a veracidade das informações divulgadas.
Contudo, a Nasa informou ao g1 que Laysa não participou de nehum treinamento para ser astronauta pela agência espacial, além de afirmar que ela não está em nenhum grupo em processo de formação.
A jovem alegava ter sido escolhida pela Titans Space, empresa privada de turismo espacial, para integrar uma missão inédita.
Como funciona o processo para se tornar astronauta?
O caminho para alcançar o título de astronauta profissional é considerado longo e rigoroso. Segundo a própria Nasa, é necessário possuir formação superior em áreas como Engenharia, Física, Matemática ou Ciências Biológicas, além de experiência comprovada em missões científicas e tecnológicas.
O processo seletivo costuma incluir avaliações físicas, testes psicológicos e treinamentos específicos em ambientes simulados de microgravidade.
Além da formação acadêmica, os candidatos passam por etapas que avaliam habilidades técnicas, capacidade de trabalho em equipe e resistência ao estresse.
A seleção é realizada por agências espaciais reconhecidas, como a NASA, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Roscosmos (agência russa), que mantêm critérios rígidos para garantir a segurança e o sucesso das missões.
Quais são os requisitos para poder se tornar astronauta?
Participar de uma missão espacial exige mais do que interesse pelo tema. Entre os requisitos mais comuns estão:
- Formação superior em áreas científicas ou tecnológicas;
- Experiência profissional relevante em pesquisa, aviação ou operações técnicas;
- Excelente condicionamento físico e aptidão para enfrentar situações extremas;
- Domínio do inglês e, em alguns casos, de outros idiomas;
- Participação em treinamentos de sobrevivência, simulações de voo e operações em gravidade reduzida.
Esses critérios são fundamentais para garantir que os tripulantes estejam preparados para os desafios do ambiente espacial, que envolvem desde a convivência em espaços restritos até a execução de experimentos científicos complexos.
🚨ATENÇÃO: Em resposta ao G1, a Nasa afirmou que Laysa Peixoto, mineira de 22 anos que disse ter sido selecionada para ser astronauta, não realizou nenhum tipo de treinamento na instituição. pic.twitter.com/FoLj1EEsyT
— CHOQUEI (@choquei) June 11, 2025
O que dizem as instituições sobre o caso de Laysa Peixoto?
De acordo com informações apuradas junto à NASA, Laysa Peixoto não integra o grupo oficial de candidatos a astronauta da agência. A instituição esclareceu que apenas dez pessoas compõem a turma de 2025 e que a jovem mineira não está entre elas.
Além disso, a própria Titans Space, empresa mencionada por Laysa, confirmou sua seleção para uma viagem espacial, mas não especificou se a participação seria como astronauta profissional ou turista espacial.
Outro ponto levantado refere-se à formação acadêmica da jovem. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou que Laysa foi desligada do curso de Física por não efetuar matrícula no segundo semestre de 2023.
Já a Universidade Columbia, em Nova York, não possui registros de matrícula em nome dela para o mestrado citado. Sobre o treinamento de astronauta, a NASA esclareceu que o curso realizado por Laysa no U.S. Space & Rocket Center tem caráter educacional e não confere qualificação oficial para voos espaciais.
Turismo espacial e as diferenças para o astronauta profissional
Com o avanço das empresas privadas no setor espacial, o turismo espacial tornou-se uma possibilidade para civis que desejam experimentar a sensação de estar fora da Terra. No entanto, existe uma diferença significativa entre turistas espaciais e astronautas profissionais.
Enquanto o astronauta passa por anos de preparação e participa de missões científicas, o turista espacial realiza voos de curta duração, geralmente em trajetos suborbitais, mediante pagamento de valores elevados.
Empresas como a Titans Space oferecem pacotes de turismo espacial, mas dependem de autorizações específicas de órgãos reguladores, como a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).
Até o momento, a Titans Space não possui licença para operar voos tripulados, o que torna incerta a realização de missões envolvendo civis ou profissionais não certificados.
O papel da checagem de informações em notícias sobre o espaço
O caso envolvendo Laysa Peixoto destaca a importância da verificação de dados em notícias relacionadas à exploração espacial. A disseminação de informações imprecisas pode gerar expectativas equivocadas e comprometer a credibilidade de projetos científicos.
Por isso, órgãos oficiais e especialistas reforçam a necessidade de buscar fontes confiáveis e de compreender as etapas e exigências para quem deseja atuar no setor aeroespacial.
Em um cenário de crescente interesse pelo espaço, tanto por parte de profissionais quanto de entusiastas, a transparência e a responsabilidade na divulgação de informações tornam-se essenciais para o desenvolvimento seguro e ético das atividades espaciais.
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