Petro fala “proteção estranhamente reduzida” em atentado a Uribe
Presidente colombiano levanta dúvida sobre episódio em que o senador e candidato à presidência foi vítima de tiros na cabeça e coxa
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a equipe de proteção do senador e pré-candidato à presidência do país, Miguel Uribe, foi “estranhamente reduzida” no dia do atentado durante um ato de campanha em Bogotá.
“De minha parte, devo informar que a equipe de proteção do Senador Uribe foi estranhamente reduzida no dia do ataque. De 7 para 3 pessoas. Solicitei ao Conselho de Segurança que investigasse este incidente o mais detalhadamente possível”, publicou no X.
E acrescentou:
“É minha responsabilidade fornecer as informações que temos disponíveis. Já afirmei que estamos trabalhando em hipóteses até o momento, e há muitas hipóteses diferentes.
Não gosto, e devo ser franco, que o ataque a Miguel esteja sendo usado para fins eleitorais. Observei o comportamento prudente de muitos dos meus oponentes, mas outros são definitivamente suicidas para a sociedade e a paz, e buscam impedir que o governo apoie as classes trabalhadora e popular do país”, continuou Petro.
Uribe foi baleado na cabeça e na coxa durante um comício, e foi submetido a uma cirurgia na madrugada de domingo, 8.
“Estado crítico”
Apesar das teorias de Petro, o estado de saúde de Uribe permanece “crítico”.
Segundo o boletim médico, o hospital afirma que o político teve “escassa resposta às intervenções e manobras médicas realizadas”, entre elas a intervenção cirúrgica a qual foi submetido.
“O paciente Miguel Uribe Turbay continua em estado crítico e teve escassa resposta às intervenções e manobras médicas realizadas”, disse o diretor médico do hospital Santa Fé de Bogotá, Adolfo Volpe.
Uribe foi baleado na cabeça e na coxa durante um comício, e foi submetido a uma cirurgia na madrugada de domingo, 8.
No último boletim, a equipe médica destacava que o estado de saúde do senador era de “máxima gravidade”.
Ele é um dos principais opositores do presidente colombiano, Gustavo Preto, e havia anunciado sua pré-candidatura para a eleição presidencial do ano que vem.
História familiar
A história da família Uribe Turbay é marcada pela violência.
A jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel Uribe Turbay e filha do ex-presidente Julio César Turbay Ayala, foi sequestrada por narcotraficantes nos anos 1990 e depois morreu, vítima de três impactos de bala, em uma operação de resgate na cidade de Copacabana, no departamento de Antioquia, no final de janeiro de 1991.
O avô de Uribe, Julio César Turbay, presidiu a Colômbia em um período de enfrentamento às FARC entre os anos de 1978 e 19982.
Opositores acusavam o ex-presidente de autorizar perseguições, tortura e prisões ilegais sem o devido processo legal.
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