Moraes dá 5 dias para PGR se manifestar sobre ‘sumiço’ de Eduardo Bolsonaro
A PF informou que o deputado federal licenciado ignorou os primeiros contatos para ser ouvido no inquérito sobre a sua ida aos EUA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre o ‘sumiço’ do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Como mostramos na semana passada, a PF informou que o deputado federal licenciado ignorou os primeiros contatos para ser ouvido no âmbito inquérito que apura sobre suposta atuação do parlamentar nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
A PF informou a Moraes que entrar em contato com Eduardo através de seu e-mail pessoal, funcional e por mensagens em aplicativo de celular. Mas não conseguiu.
Segundo a PF, há “comprovantes automáticos gerados pelo sistema de correio eletrônico” de que “as mensagens foram devidamente recebidas pelos destinatários, conforme registros de entrega”.
“Todavia, até a presenta data, não houve qualquer retorno, manifestação ou resposta por parte do destinatário”, diz trecho do aviso ao STF.
Ao autorizar a abertura do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes permitiu que Eduardo preste esclarecimento por escrito.
Inquérito
Em 26 de maio, Moraes autorizou a abertura de inquérito sobre a atuação de Eduardo no exterior.
“Considerando os fatos narrados e a documentação trazida pela Procuradoria-Geral da República, nos termos dos artigos 9º, inciso I, “l” e 21, inciso XV do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DETERMINO A INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO EM FACE DE EDUARDO NANTES BOLSONARO, para apuração da suposta prática dos crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1 º, da Lei 12.850/13) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)“, decidiu.
Após ser ouvido pela PF, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a jornalistas que enviou R$ 2 milhões a Eduardo Bolsonaro para ajudar o filho a se manter no país com a nora e netos.
“E daí tem um financiamento do meu filho, não financiamento de qualquer ato ilegal. Pediu para mim ‘pai, estou com a esposa aqui’, uma menina de 4 anos, que é minha neta, e um garoto de 1 ano, que é o meu neto, ‘pode me ajudar?’, ajudei. Botei um dinheiro na conta dele, bastante até, e ele está levando a vida dele. Dinheiro limpo, legal, Pix. E a acusação é que eu estou financiando atos antidemocráticos”, declarou o ex-presidente.
Leia mais: Moraes abre inquérito sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA
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