Delegação boliviana acusa regime Maduro de sabotagem após jogo
Seleção da Bolívia foi detida em aeroporto na Venezuela durante horas
A seleção boliviana de futebol foi impedida de deixar a Venezuela após a derrota por 2 a 0 diante da equipe local, na noite de sexta-feira, 6, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
A delegação só conseguiu embarcar de volta a La Paz no fim da manhã deste sábado, 7, após passar horas retida pelas autoridades venezuelanas no aeroporto de Maturín.
Segundo a Federação Boliviana de Futebol, todos os documentos e autorizações estavam em ordem, mas o voo fretado foi cancelado sem explicação oficial. Jogadores e comissão técnica chegaram a esperar no aeroporto até a madrugada, quando foram obrigados a retornar ao hotel.
O técnico da Bolívia, Oscar Villegas, afirmou que já havia alertado o governo boliviano sobre a possibilidade de problemas.
“Sabíamos do risco. Pedimos que o ministro do Governo conversasse com a Venezuela para garantir nossa saída”, disse.
Responsável pela logística da equipe, Harold Howard acusou a ditadura de Nicolás Maduro sabotagem.
“Disseram que havia muito tráfego aéreo, mas só dois aviões pousavam no momento”, afirmou.
A situação gerou indignação na comunidade esportiva e política da Bolívia, que pediu respostas imediatas às autoridades nacionais.
O episódio se soma a uma série de entraves enfrentados por delegações estrangeiras em solo venezuelano, sob um regime acusado de falta de transparência e garantias.
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