Assessores de Biden investigados por uso indevido de máquina que replica assinatura presidencial
Trump ordena apuração sobre possíveis abusos na utilização do autopen no fim do mandato; prática é legal, mas depende de autorização direta do presidente
Ex-integrantes do governo Biden são investigados pelo uso do autopen, máquina que imita a assinatura do presidente dos Estados Unidosm em atos oficiais durante os últimos anos de mandato.
A apuração foi ordenada pelo presidente Donald Trump por meio de memorando da Casa Branca e está a cargo do conselheiro jurídico David Warrington e da procuradora-geral Pam Bondi.
O autopen é um equipamento autorizado por lei, capaz de assinar documentos automaticamente com uma caneta real, desde que haja autorização direta do presidente.
A suspeita levantada por Trump e aliados é que, diante do declínio cognitivo de Joe Biden, assessores teriam operado o dispositivo para validar ordens executivas, nomeações e perdões sem o consentimento do então presidente, o que configuraria fraude institucional.
Até o momento, não há comprovação de que o autopen tenha sido usado de forma irregular.
A investigação está em fase inicial e analisa mais de 1.200 documentos assinados com o equipamento, incluindo 235 nomeações de juízes federais e dezenas de perdões, alguns deles concedidos a aliados políticos e figuras próximas ao Partido Democrata.
A equipe de Biden nega qualquer irregularidade e afirma que todas as decisões foram autorizadas pessoalmente por ele.
O uso do autopen é prática reconhecida pelo Departamento de Justiça dos EUA desde 2005 e já foi utilizado por outros presidentes, como Barack Obama, em decisões administrativas.
Comissões da câmara dos deputados também iniciaram apurações paralelas. Foram convocados ex-assessores de alto escalão, como Mike Donilon, Anita Dunn e Ron Klain, além do médico pessoal de Biden, Kevin O’Connor.
O objetivo é apurar se houve omissão deliberada sobre a real condição de saúde do então presidente e se atos foram assinados sem sua ciência.
Especialistas jurídicos afirmam que, sem provas de uso indevido ou sem autorização presidencial, não há base legal para anular os documentos.
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