Crusoé: Alexandre de Moraes é viciado em censura
Ministro do STF bloqueou perfis da deputada Carla Zambelli e de seu filho alegando que eles poderiam divulgar "notícias fraudulentas"
A viagem de Carla Zambelli para o exterior nada tinha de luta pela liberdade de expressão, apesar de a deputada federal afirmar esse tipo de coisa.
Zambelli foi condenada em maio a dez anos de prisão por falsidade ideológica e invasão de sistema do Conselho Nacional de Justiça, CNJ.
Apesar de não admitir publicamente que estava fugindo da prisão, declarações de Zambelil, dizendo que estaria “intocável” na Itália ou que não retornaria ao Brasil até que a democracia fosse retomada, reforçam essa impressão.
Mas, a partir desta quarta, 4, Carla Zambelli passou a ter todo o direito de, dos Estados Unidos ou de qualquer outro país, criticar publicamente as decisões autoritárias do ministro do STF Alexandre de Moraes contra a liberdade de expressão.
Ela e seu filho João acabaram de se tornar vítimas da censura de Moraes.
Bloqueio de perfis
O ministro do STF ordenou o bloqueio de diversos perfis de Carla e de seu filho em diversas redes sociais.
“Às empresas Gettr, Meta, Linkedin, Tiktok, X, Telegram e Youtube que, no prazo de 2 (duas) horas, procedam ao bloqueio dos canais abaixo discriminados, sob pena de multa diária de cem mil reais, com o fornecimento de seus dados cadastrais a esta Suprema Corte e a integral preservação de seu conteúdo“, ordenou Moraes.
Moraes ainda impôs uma multa diária de 50 mil reais à Carla Zambelli para qualquer postagem “nas redes sociais suas ou de terceiros que reiterem as condutas criminosas“, diz a decisão.
A Constituição brasileira, contudo, proíbe a censura prévia e o Marco Civil da Internet não permite a derrubada de perfis inteiros, apenas de conteúdos.
Tampouco há previsão na lei brasileira permitindo a punição de parentes de pessoas que estão sob julgamento.
Moraes argumenta em sua decisão…
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Comentários (1)
Fabio B
05.06.2025 07:41Antes, controlar as narrativas era simples, pois bastava contar com a imprensa, historicamente alinhada aos interesses das elites. As redes sociais mudaram esse jogo. Independente do fracasso, o próprio surgimento do Bolsonarismo foi um sintoma direto dessa ruptura. Agora, o objetivo é impedir que outra força, vinda de fora da elite dominante, ganhe espaço, então censurar as redes é prioridade. A força real que dificulta isso nem é a dita direita oportunista, que perderia muito, mas os interesses americanos.