Soltura de funkeiro opõe esquerda e direita no Rio
Parlamentares divergem sobre "apologia ao crime" e "criminalização do funk"
A revogação da prisão temporária de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, gerou acalorados debates na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira, 3.
Deputados de direita e esquerda trocaram acusações em plenário, refletindo posições antagônicas sobre a atuação policial, “criminalização do funk” e o uso de símbolos ligados ao tráfico.
O deputado estadual Elton Cristo (PP) criticou duramente a decisão do desembargador Peterson Barroso Simão, que classificou a prisão do funkeiro como desproporcional e midiática.
Segundo Cristo, a medida “desmoraliza o trabalho das forças de segurança e fortalece a cultura do crime”. Ele associou letras do cantor à facção Comando Vermelho e afirmou que o Judiciário “passa a mão na cabeça de quem estimula o tráfico”.
A deputada Dani Monteiro (PSOL) rebateu as acusações, alegando que a prisão foi baseada em “indícios frágeis” e que houve motivação ideológica.
Monteiro usava no plenário um boné com a frase “MC não é bandido”, repetindo a mensagem divulgada nas redes sociais do artista.
A manifestação da deputada provocou reações de parlamentares do PL, como Douglas Gomes, Alexandre Knoploch e Renan Jordy.
Knoploch acusou Monteiro de “normalizar a narcocultura” e afirmou que expressões como a dela representam “um desrespeito aos policiais que arriscam a vida nas favelas”.
Nas redes sociais, o episódio gerou repercussão dividida.
Enquanto perfis ligados a movimentos de direita reforçaram críticas ao cantor e ao habeas corpus, ativistas de esquerda denunciaram o que classificam como “perseguição seletiva a artistas negros”.
A defesa de Poze sustenta que não há provas de envolvimento com o tráfico e que há um processo de “criminalização do funk” com base em elementos subjetivos.
O cantor segue em liberdade sob medidas cautelares, como a proibição de deixar o estado sem autorização judicial.
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Comentários (3)
Fabio B
04.06.2025 09:09Diante da escalada absurda da violência, do domínio territorial cada vez maior por facções criminosas, que impõem suas próprias “leis” e espalham o terror sobre populações inteiras, é inaceitável relativizar a gravidade da situação sob o pretexto de “liberdade de expressão artística”. Essa retórica frouxa e covarde só serve para encobrir a conivência, direta ou indireta, com o crime. Todos os dias, brasileiros são assassinados, chantageados, expulsos de suas casas e submetidos a um regime paralelo de barbárie. Enquanto isso, surgem defensores de criminosos travestidos de artistas, apologistas de facções, propagando a estética do crime na cultura. Isso não pode ser admitido! Esses malditos deixaram de fazer parte da sociedade civil. Não se comportam como cidadãos, não reconhecem o Estado nem os direitos alheios. Portanto, devem ser tratados pelo que são: inimigos da ordem pública. A aplicação do Direito Penal do Inimigo é, aqui, não só legítima, como necessária. Quem se alia ao crime, rompe com a nação. Brasileiros, já não são.
Marcia Elizabeth Brunetti
04.06.2025 08:06ESQUERDA estamos cansados dos seus argumentos frágeis para defender os ladroes, vigaristas e narcotraficantes. Que o povo não esqueça dessas barbaridades!
Marcia Elizabeth Brunetti
04.06.2025 08:04Não há provas? O MC Poze confessou!!! Mas este país não vale nada, mesmo. Me lembra o Marcelo Odebrecht que confessou corrupção e hoje está solto e feliz.