Egípcio ligado à Al-Qaeda lavou dinheiro para o CV, diz polícia
Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim é investigado em inquérito que resultou na operação deflagrada nesta terça
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou que o egípcio Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim, que já foi procurado pelo FBI por ligação com a Al-Qaeda, lavou dinheiro para o Comando Vermelho. Ele é investigado em um inquérito que resultou em uma operação deflagrada nesta terça-feira, 3, com mandados de busca no Rio e em São Paulo. Mohamed, no entanto, não foi alvo direto da ação.
Segundo as investigações, Mohamed atuava no sistema financeiro informal da facção e tem histórico de envolvimento com esquemas internacionais de lavagem de dinheiro.
O nome dele chegou a constar na lista de procurados do FBI, acusado de facilitar operações financeiras para a Al-Qaeda.
Em 2019, foi interrogado por agentes americanos em São Paulo e retirado da lista. À época, negou qualquer vínculo com o grupo terrorista e alegou perseguição política no Egito.
Mulher de MC Poze é alvo de operação
A operação desta terça-feira teve como um dos alvos a influenciadora Viviane Noronha, mulher do MC Poze do Rodo.
Segundo a polícia, ela e sua empresa foram beneficiadas diretamente com dinheiro lavado pela facção.
Os recursos teriam sido enviados por operadores ligados ao tráfico e a empresas de fachada.
O esquema de lavagem
O esquema de lavagem, segundo a investigação, movimentou cerca de R$ 250 milhões e envolvia o uso de restaurantes, produtoras de eventos e bailes funk em favelas controladas pelo Comando Vermelho.
Um dos principais articuladores era o traficante Fhillip Gregório da Silva, conhecido como “Professor”, morto no domingo, 1º, no Complexo do Alemão. Ele organizava festas como o “Baile da Escolinha”, usadas para gerar receita para a facção. Um restaurante ligado ao evento também era utilizado para lavar dinheiro.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens em 35 contas bancárias. Os agentes atuam por meio das delegacias de Roubos e Furtos (DRF), Repressão a Entorpecentes (DRE) e o Departamento-Geral de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD).
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