Paulo Cupertino é condenado a 98 anos de prisão
Ele cumprirá pena em regime fechado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e da família
Paulo Cupertino Matias, de 54 anos, foi condenado a 98 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel. O crime ocorreu em junho de 2019, no bairro de Pedreira, zona sul de São Paulo. Rafael, que tinha 22 anos e atuou na novela Chiquititas, foi morto a tiros ao lado dos pais na porta da casa da namorada, Isabela Tibcherani, filha de Cupertino.
A sentença foi proferida na noite desta sexta-feira, 30, pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Capital, após dois dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
O Conselho de Sentença, composto por quatro homens e três mulheres, considerou Cupertino culpado por triplo homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e pelo uso de recurso que impediu a defesa das vítimas.
Durante o julgamento, a promotoria sustentou que Cupertino cometeu o crime por não aceitar o namoro da filha com o ator. Segundo o Ministério Público, ele disparou 13 vezes contra as vítimas.
Quase três anos foragido
Câmeras de segurança registraram a ação e a fuga do acusado, que se escondeu por quase três anos em outros estados e países. Ele foi preso em 2022, em um hotel, com documentos falsos, e desde então está detido no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos II.
A defesa negou a autoria dos crimes e alegou que Cupertino não conhecia as vítimas.
Em seu depoimento, o réu afirmou que viu os corpos na rua após sair da casa da filha e culpou “vagabundos” pela chacina. Também disse que a silhueta registrada em vídeo não era sua e que fugiu por medo. Alegou ainda que não foi à polícia temendo represálias.
O juiz rejeitou todos os pedidos de nulidade apresentados pela defesa e destacou na sentença o agravante de o crime ter sido cometido na presença da filha de Cupertino, além da fuga prolongada do réu, que utilizou identidade falsa.
“É uma pena justa”
O advogado da família das vítimas, Fernando Viggiano, disse que a condenação representa uma resposta da Justiça.
“O júri deu um recado para a sociedade, o que ocasiona a conduta de um criminoso que chegou a figurar na lista dos mais procurados da América Latina. Foi uma pena justa, 98 anos por assassinato triplo. Então, é uma pena justa.”
Os outros dois réus no processo, Eduardo Machado, 45, e Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, 59, acusados de ajudar Cupertino a fugir, foram absolvidos da acusação de favorecimento pessoal.
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Comentários (1)
Fabio B
31.05.2025 16:09Não importa o crime, a quantidade de vítimas ou se foi condenado a 300 ou 500 anos, em 5-6 anos estará solto.