Jerônimo Teixeira na Crusoé: As duas pragas de Harvard
A mais prestigiosa universidade americana se deixou levar pela loucura identitária, mas a saída não está na rendição à truculência trumpista
Donald Trump está em guerra com a Universidade Harvard.
Cortou verbas federais de pesquisa da mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos e ameaça revisar suas isenções fiscais.
No lance mais recente, suspendeu o direito de Harvard de receber alunos estrangeiros, medida que depois foi suspensa nos tribunais.
O presidente vê Harvard e outras universidades de elite como madraças do woke, nas quais a liberdade de pensamento é policiada.
Há razões para pensar assim, até certo ponto. Tome-se, por exemplo, o caso de Roland Fryer Jr.
Um prodígio da economia
Abandonado pela mãe na infância e criado pelo pai alcoólatra em um bairro pobre de Daytona Beach, na Florida, Roland Fryer Jr. venceu todas essas agruras.
Em 2015, ele se tornou o primeiro negro a ganhar a medalha John Bates Clark, que distingue os economistas mais promissores com menos de 40 anos (Fryer faz 48 anos na quarta-feira, 4 de junho).
Na pós-graduação na Universidade de Chicago, Fryer foi orientado por Steven Levitt, autor do best-seller Freakonomics, conhecido por empregar ferramentas da economia para analisar os mais diversos fenômenos sociais.
Fryer vem seguindo essa linha para entender o abismo econômico que ainda separa negros e brancos nos Estados Unidos. Centrou-se na educação.
Suas pesquisas descobriram que são as escolas exigentes que têm mais sucesso em estimular alunos de bairros pobres a estudar.
Embora não pareça assim tão extraordinário, esse resultado contraria toda uma cultura que trata com condescendência os estudantes negros de classe baixa.
Fryer é do tipo que professa fidelidade aos dados que a pesquisa recolhe, não aos dogmas da moda.
Isso incomodou algumas figuras graúdas em Harvard.
Polícia e racismo
Em 2016, Fryer e seus colaboradores publicaram uma pesquisa sobre violência policial e racismo.
“Foi o resultado mais surpreendente da minha carreira”, disse o economista ao The New York Times.
A conclusão: as chances…
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Comentários (2)
Marian
31.05.2025 11:26É fácil com dinheiro do Americanos... querem dinheiro? Trabalhem e duvido que tenham tempo para idéias de jerico
Annie
31.05.2025 09:58O Laranjão tem razão.