Governo quer evitar uso de dinheiro público para ressarcir aposentados, diz ministro
Wolney Queiroz admitiu, porém, que o Tesouro poderá ser acionado para cobrir prejuízos de vítimas das fraudes no INSS
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (foto), afirmou nesta quinta-feira, 29, que o governo federal tentará evitar o uso de recursos públicos no ressarcimento de aposentados e pensionistas prejudicados por descontos indevidos em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, do CanalGov, o ministro tentou afastar a responsabilidade do governo Lula pela fraude:
“Não é desejo do governo pegar agora dinheiro do recurso do Tesouro para ressarcir. O interesse nosso é ir às últimas consequências em busca daquelas pessoas que fraudaram, que têm hoje iates, que têm Ferraris, que têm Lamborghinis, que têm patrimônio fora do Brasil, que têm dinheiro em paraísos fiscais, ir atrás desses recursos”, disse o ministro.
Queiroz admitiu que, se for necessário, o Tesouro poderá ser acionado para cobrir os prejuízos das vítimas.
“Nós vamos até o máximo possível para não colocar dinheiro público, dinheiro dos impostos, dinheiro das pessoas, do Tesouro Nacional nessa conta. Agora, em última instância, eu acredito que o presidente não vai deixar que nenhum aposentado fique no prejuízo”, disse.
O escândalo envolvendo o INSS gerou reações também no Congresso. Parlamentares da oposição articulam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
O escândalo no INSS
A fraude no INSS foi revelada pelo repórter Luiz Vassalo, cujas reportagens geraram investigações de auditores concursados da Controladoria-Geral da União (CGU) e agentes da Polícia Federal (PF).
Os casos surgiram em 2019, sob o governo de Jair Bolsonaro, e aumentaram exponencialmente quatro anos depois, sob o governo Lula. No total, 6 milhões de pessoas vinham sendo descontadas mensalmente em seu salário de aposentadoria, a maioria sem consentimento, comprometendo ao todo R$ 6,3 bilhões. Os descontos só foram alegadamente suspensos em abril de 2025.
O esquema levou ao afastamento de seis servidores, à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e à saída do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), após reunião com Lula.
Leia também: Entenda fraudes no INSS, narrativas do governo Lula e papel do jornalismo
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Comentários (2)
Clayton De Souza pontes
29.05.2025 14:24Tem que ir atrás dos servidores coniventes ou omissos também
MARCOS
29.05.2025 13:10TÁ DE SACANAGEM? VAI TIRAR O DINHEIRO DE ONDE? DO BOLSO DO EX-PRESIDIÁRIO? DO PT? QUEM VAI PAGAR ESSA CONTA (DE NOVO) É O IDIOTA DO POVO QUE VOTA EM CORRUPTO. (E OS QUE NÃO VOTAM TAMBÉM).