EUA: Como escolas desviam verba federal de alunos pobres para ideologia identitária
Relatório aponta uso do equivalente a quase R$ 100 milhões em programas woke com fundos públicos destinados à educação básica
Recursos públicos destinados a alunos de baixa renda estão sendo usados para financiar programas ideológicos em escolas dos Estados Unidos, segundo investigação publicada pelo portal The Daily Wire.
Segundo o relatório, aproximadamente R$ 98 milhões em verbas federais foram aplicados em treinamentos sobre “equidade racial”, iniciativas de “justiça restaurativa” e programas de “aprendizagem socioemocional“, entre outras agendas de esquerda.
Os recursos são oriundos de fundos federais criados para apoiar escolas com estudantes de baixa renda.
Em vez de reforço em leitura e matemática, os valores têm bancado consultorias externas, grupos identitários e materiais pedagógicos alinhados a uma visão radical progressista do mundo.
Na Califórnia, uma rede escolar gastou mais de R$ 550 mil com treinamentos sobre “avaliação equitativa” — uma prática que adapta critérios de nota com base na origem social dos alunos.
Parte do dinheiro foi para uma organização chamada Woke Kindergarten, que defende práticas educacionais sob uma “ótica abolicionista”.
Outros exemplos incluem a formação de grupos voltados apenas para meninas negras, o financiamento de programas universitários exclusivos para jovens “de cor” e a contratação de consultorias voltadas à reeducação racial de professores e funcionários.
Em Ohio, uma escola pública usou recursos para contratar o centro LGBT de Cleveland.
Em Illinois, os fundos pagaram treinamentos com uma empresa que propõe “conversas corajosas” sobre racismo estrutural e privilégios brancos.
“Ao invés de priorizar leitura, escrita e matemática, distritos escolares gastaram quase US$ 20 milhões em fundos federais com organizações que promovem ideologia progressista na educação básica”, afirmou Kendall Tietz, responsável pela investigação.
Segundo ela, a promoção de “diversidade” muitas vezes funciona como porta de entrada para uma mudança no conteúdo e nos valores ensinados em sala: “programas com foco racial ou sexual tentam moldar a visão de mundo dos alunos a partir da política identitária.”
O governo Donald Trump adotou medidas para bloquear esse uso ideológico das verbas.
Desde abril, estados e distritos precisam declarar por escrito que não utilizam recursos federais em programas com viés racial ou de gênero. Caso contrário, os repasses são cortados.
O ministério da educação já suspendeu mais de R$ 3 bilhões em subsídios para treinamentos radicais e divisivos. O governo alertou que muitas escolas tentam burlar as regras ao usar expressões genéricas como aprendizagem socioemocional ou “ensino culturalmente responsivo”.
“Não importa o nome: se o conteúdo for discriminatório ou ideológico, é ilegal”, afirmou a pasta em nota oficial.
- Leia mais:
“São Francisco recua de plano que esvaziava mérito escolar em nome da ‘equidade’” https://oantagonista.com.br/mundo/sao-francisco-recua-de-plano-que-esvaziava-merito-escolar-em-nome-da-equidade/
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
29.05.2025 09:29Com esses maravilhosos planos de apoio aos grupos “Minoritários” imagino a competência profissional das próximas gerações. Na verdade já está lotando de incompetentes no mercado.