Crusoé: A morte de Basavaraju, um golpe para o maoísmo na Índia
A recente eliminação do líder maoísta Basavaraju representa um avanço significativo do governo indiano em sua tentativa de erradicar essa insurreição
A luta armada promovida por grupos guerrilheiros de extrema esquerda contra o Estado indiano remonta à década de 1960.
A recente eliminação do líder maoísta Basavaraju representa um avanço significativo do governo indiano em sua tentativa de erradicar essa insurreição.
O serviço de inteligência da Índia informou que ele tinha 70 anos e costumava carregar um fuzil AK-47. O único registro fotográfico conhecido dele datava de 1980, antes de sua eliminação nas operações das forças de segurança.
A polícia anunciou que Basavaraju foi um dos 27 maoístas abatidos durante um confronto no estado central de Chhattisgarh.
Desde 2018, ele ocupava a posição de secretário-geral do Partido Comunista da Índia (Maoísta) — a principal facção guerrilheira do país. Sua morte é considerada um golpe severo para o PCI (Maoista), podendo ser vista como um ponto de inflexão na luta contra a violência extremista na Índia.
Maoístas na Índia
Inicialmente, o movimento insurgente se voltou contra a exploração dos camponeses sem terra pelos grandes proprietários rurais.
Com o tempo, os maoístas ganharam apoio nas universidades e, atualmente, recrutam majoritariamente entre as comunidades Adivasi, em áreas negligenciadas e pouco desenvolvidas do centro da Índia.
Hoje, seu principal antagonista são as grandes corporações mineradoras, que se tornaram o novo alvo da revolta.
Começo da insurgência
A insurgência começou em 1967 na região de Naxalbari, próxima à fronteira com o Nepal, e desde então os maoístas passaram a ser conhecidos como Naxalitas.
Inspirados pela estratégia da “guerra popular” de Mao Tse Tung, esses grupos se especializaram em conduzir uma guerra de guerrilha no campo. Com o passar das décadas, a movimentação se dividiu em várias facções rivais.
O Ministro do Interior da Índia, Amit Shah, estabeleceu como meta a erradicação da insurgência até março de 2026.
Nos últimos anos, as forças de segurança intensificaram suas operações contra os guerrilheiros, resultando em cerca de 200…
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