Crusoé: Como a hegemonia progressista redefiniu “extremismo”
Em um sistema dominado por elites liberal-progressistas e identitárias, o rótulo de “extremismo” passou a depender da avaliação da motivação ideológica
Dois homicídios recentes nos Estados Unidos, ambos cometidos por militantes radicais de esquerda, ilustram um fenômeno já consolidado: o julgamento do extremismo se tornou seletivo.
Tudo depende da alegada filiação ideológica do autor. Se é de direita, o ato é enquadrado como “ameaça à democracia” e “extremista”.
Se é de esquerda, é “produto de frustração legítima”, “caso isolado” ou “luta contra opressões sistêmicas”.
Antissemitismo
Elias Rodriguez matou dois diplomatas da embaixada de Israel em frente ao Museu Judaico, em Washington.
Ao ser preso, declarou ter agido “por Gaza”, gritando “Palestina livre”. Em sua atividade digital, exaltava o Hamas, ameaçava judeus e publicava frases como “Votei no Hamas” e “Morte à América”.
Apesar da motivação claramente antissemita e política, o enquadramento como extremismo foi diluído por parte da imprensa, que tratou o episódio como reação natural à guerra em Gaza.
O assassino foi homenageado por ativistas e sua imagem convertida em símbolo de “resistência”: camisetas, criptomoedas digitais e campanhas de apoio se espalharam entre grupos de esquerda radical.
“Ganância corporativa”
Luigi Mangione, autor confesso do assassinato do CEO da UnitedHealthcare, usou balas gravadas com mensagens contra as seguradoras: “delay”, “deny”, “depose”. No manifesto que deixou, atacava o sistema de saúde americano e denunciava a “ganância corporativa”.
Seu crime, com motivação abertamente esquerdista, foi vendido à opinião pública como um grito contra um sistema injusto. A campanha “Free Luigi” angariou fundos e apoio entre universitários e jovens militantes, sendo tratado quase como um mártir.
Ao mesmo tempo, manifestações ambíguas de figuras públicas associadas à direita — como um gesto ou uma frase solta — são imediatamente classificadas como “fascismo”, “ameaça à democracia” ou “extremismo de direita”.
Política
A discrepância não se dá pela gravidade dos atos, mas pela disposição política de quem julga.
Esse fenômeno é sustentado por uma hegemonia progressista consolidada nas instituições culturais e informacionais — universidades, grandes redações, organismos multilaterais, ONGs e plataformas digitais — que passou a…
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Comentários (1)
Eduardo
27.05.2025 17:48Excelente! Lógico que só existe extrema direita...