UE cobra pressão internacional após maior ataque russo contra Ucrânia
Ataque massivo da Rússia incluiu uso de bombardeiros raramente utilizados na guerra, além de mísseis disparados por navios
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, pediu neste domingo, 25, “maior pressão internacional sobre a Rússia”, após o país lançar um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra.
“Os ataques de ontem à noite mostram, mais uma vez, que a Rússia está empenhada em aumentar o sofrimento e a aniquilação da Ucrânia. É devastador ver crianças entre as vítimas inocentes feridas e mortas”, escreveu a diplomata no X.
“Precisamos da maior pressão internacional sobre a Rússia para parar esta guerra”, acrescentou.
A comissária europeia para Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, também condenou a ofensiva, que classificou como uma das “mais duras desde o início da guerra”.
Segundo o governo ucraniano, a Rússia lançou 298 drones e 69 mísseis neste domingo contra cidades de quase todas as regiões do país, no que foi descrito como o maior ataque aéreo da guerra até agora.
Ao menos 60 pessoas ficaram feridas, e quatro das 12 mortes ocorreram em Kiev, que passou a madrugada sob alerta máximo.
O ataque russo foi marcado por uma ofensiva massiva com pelo menos 11 bombardeiros estratégicos em operação, incluindo três modelos Tu-160, os mais potentes da frota aérea do país e pouco utilizados até aqui na guerra.
Mísseis de cruzeiro também foram disparados por navios posicionados nos mares Negro e Cáspio, além de mísseis balísticos Iskander lançados a partir de plataformas terrestres.
“Silêncio dos EUA encoraja Putin”
“Esses foram ataques deliberados contra cidades comuns”, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“O silêncio dos Estados Unidos, o silêncio de outros no mundo, apenas encoraja Putin. Sem uma pressão verdadeiramente forte sobre a liderança russa, essa brutalidade não pode ser interrompida. Sanções certamente ajudarão.”
Zelensky voltou a fazer um apelo por sanções mais duras do Ocidente.
De acordo com Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, o ataque russo incluiu mísseis de cruzeiro, artefatos balísticos Iskander, drones Shahed de fabricação iraniana e bombardeiros.
Troca de prisioneiros
A ofensiva aconteceu poucas horas antes da última etapa da maior troca de prisioneiros entre os dois países desde o início do conflito.
Neste domingo, cada lado repatriou 303 combatentes. Somadas às trocas realizadas na sexta-feira (390 prisioneiros) e no sábado (307), as negociações — iniciadas presencialmente na Turquia — completaram a liberação de mil pessoas para cada lado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Carlos Augusto Lins Brito Da Silva
25.05.2025 17:50O que dirá o governo brasileiro sobre esse ataque russo? De repente vai dizer que foi necessário. Vamos aguardar.