IBGE divulga, pela primeira vez, dados sobre diagnósticos de autismo
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 23 de maio, cerca de 2,4 milhões de brasileiros relataram ter recebido esse diagnóstico
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela primeira vez, dados oficiais sobre o número de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil.
Segundo dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira, 23 de maio, cerca de 2,4 milhões de brasileiros relataram ter recebido esse diagnóstico.
A inclusão dessa informação no Censo foi possível graças à Lei 13.861/2019, que determinou a coleta de dados sobre o autismo nas pesquisas do IBGE.
A legislação foi sancionada com o objetivo de fornecer estatísticas precisas para embasar políticas públicas voltadas à população autista.
Os dados revelam que a maioria das pessoas diagnosticadas com TEA é do sexo masculino, especialmente entre crianças e adolescentes.
No entanto, essa diferença diminui nas faixas etárias mais avançadas, indicando uma possível subnotificação entre mulheres e adultos.
A distribuição geográfica dos diagnósticos mostra que as regiões Sudeste e Sul concentram o maior número de casos, o que pode refletir tanto a densidade populacional quanto o acesso mais facilitado a serviços de saúde e diagnóstico.
Especialistas apontam que, apesar da importância desses dados, o número real de pessoas com TEA no país pode ser maior, devido a diagnósticos tardios ou à falta de acesso a serviços especializados, especialmente em áreas mais remotas.
A divulgação desses números representa um avanço significativo na compreensão do autismo no Brasil e destaca a necessidade de investimentos contínuos em diagnóstico precoce, inclusão educacional e suporte às famílias.
A Organização Mundial de Saúde caracteriza o transtorno por “déficits persistentes na habilidade de iniciar e manter interações sociais e comunicação social recíprocas, e por uma gama de padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos, repetitivos e inflexíveis” que são “atípicos ou excessivos para a idade e o contexto sociocultural do indivíduo”.
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