As maiores viradas no último round já vistas no UFC
Relembre as maiores viradas no último round da história do UFC, com nocautes e finalizações que mudaram o rumo das lutas.
No UFC, até o último segundo vale ouro. A história da organização é repleta de lutas em que tudo parecia decidido, mas um golpe ou uma finalização no round final virou o jogo de maneira inacreditável. São momentos em que a persistência e o coração de um lutador falam mais alto que qualquer estatística.
Essas reviravoltas representam o que há de mais emocionante no MMA: o inesperado. Quando muitos já haviam perdido a esperança, os protagonistas dessas lutas encontraram forças para reagir — e fazer história.
Anderson Silva vs. Chael Sonnen – o triângulo salvador
No UFC 117, em 2010, Anderson Silva foi dominado por Chael Sonnen por quatro rounds inteiros. O americano aplicou quedas, controlou o solo e acumulou pontos, enquanto o campeão parecia sem saída.
Mas a menos de dois minutos do fim do quinto round, Silva encaixou um triângulo da guarda, seguido de chave de braço, forçando a finalização e mantendo o cinturão dos médios. Foi uma virada técnica e emocional que entrou para a história como uma das maiores do UFC.
Leon Edwards vs. Kamaru Usman – o chute que calou o mundo
Em 2022, no UFC 278, Leon Edwards estava prestes a perder por decisão unânime para Kamaru Usman, em luta válida pelo cinturão dos meio-médios. Derrotado na maioria dos rounds, parecia sem energia para reagir.
Faltando menos de um minuto, Edwards soltou um chute alto que nocauteou Usman de forma brutal. A virada instantânea chocou o mundo e lhe rendeu o título, além de figurar como uma das maiores reviravoltas da história do MMA.
Alex Poatan vs. Israel Adesanya – precisão no momento certo
Alex Pereira enfrentou Israel Adesanya no UFC 281, em 2022, valendo o cinturão dos médios. Após quatro rounds equilibrados, Adesanya estava na frente, controlando a luta com estratégia e movimentação.
No quinto round, Poatan aumentou o ritmo e encaixou uma sequência poderosa de socos que levou Adesanya ao nocaute técnico. Com a virada, conquistou o cinturão em apenas sua quarta luta no UFC e encerrou a invencibilidade do rival.
Cheick Kongo vs. Pat Barry – da lona ao nocaute
Em 2011, Cheick Kongo foi derrubado duas vezes por Pat Barry nos primeiros momentos do round inicial. Atordoado e cambaleando, parecia uma questão de tempo até a interrupção do árbitro.
Mas Kongo se recuperou rapidamente e, ainda desequilibrado, conectou um direto limpo que apagou Barry. A luta virou em segundos e ficou marcada como uma das viradas mais dramáticas da história do UFC.
Robbie Lawler vs. Rory MacDonald – a resistência vence
No UFC 189, em 2015, Robbie Lawler e Rory MacDonald travaram uma das lutas mais violentas e equilibradas da história dos meio-médios. Após quatro rounds de pura guerra, MacDonald parecia ter vantagem.
No início do quinto round, Lawler acertou um golpe que quebrou o nariz de MacDonald e o levou ao chão. A resistência física e a capacidade de decisão no momento certo garantiram uma das viradas mais emblemáticas da história recente do UFC.
O último round como palco da grandeza
Essas viradas no último round são lembretes de que no MMA nada está garantido até o gongo final. São momentos de superação, coragem e visão de oportunidade que transformam atletas em lendas.
É quando a técnica encontra o coração, e a persistência recompensa quem se recusa a desistir. Por isso, o último round no UFC é sempre uma promessa de emoção até o fim.
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