STF mantém prisão de acusados de envolvimento na morte de Marielle
Moraes seguiu entendimento da PGR sobre Robson Calixto e Ronald Paulo Alves
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de dois acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Eles são o ex-assessor do TCE-RJ Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, e o policial militar Ronald Paulo Alves.
De acordo com a PGR, o “Peixe” é apontado como intermediário entre o mandante e os executores do crime. Já Ronald, segundo o órgão, foi responsável por monitorar a rotina de Marielle.
Na decisão, Moraes destaca a “periculosidade dos acusados” e a “necessidade de resguardar a aplicação da lei penal”.
“Como se viu, ROBSON CALIXTO FONSECA “PEIXE” foi o responsável pelo contato frequente com os milicianos de Rio das Pedras e pela gestão dos negócios imobiliários irregulares da organização criminosa. Na presente hipótese, a periculosidade dos acusados está amplamente demonstrada nos autos.
Assim, é evidente a necessidade de manutenção da custódia cautelar dos réus ROBSON CALIXTO FONSECA e RONALD PAULO DE ALVES PEREIRA, ante a necessidade de resguardar a aplicação da lei penal e a ordem pública“, diz trecho da decisão.
Irmãos Brazão e Rivaldo
Em 13 de maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e do delegado Rivaldo Barbosa e do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Além deles, a PGR se manifestou favoravelmente à condenação do ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca e do policial militar Ronald Alves Pereira.
O órgão pediu a condenação dos cinco acusados por tentativa de homicídio. Eles estão presos preventivamente.
Será aberto um prazo para as defesas dos réus apresentarem suas sustentações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá liberar o caso para julgamento
Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.
Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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