Columbia: Diplomas queimados, caos e gritos pró-Hamas em formatura
Cerimônia ocorre logo após assassinato de diplomatas israelenses em Washington; manifestantes ignoram o luto
A cerimônia de formatura da Universidade de Columbia, em Nova York, foi marcada por protestos organizados por grupos anti-Israel.
Aproximadamente 100 manifestantes se reuniram do lado de fora do campus para protestar contra a universidade e o governo dos Estados Unidos nesta quarta, 21, queimando diplomas e entoando palavras de ordem em defesa do Hamas.
Vestindo keffiyehs e cobrindo os rostos com máscaras, os extremistas improvisaram fogueiras em bandejas de alumínio descartáveis, onde colocaram os diplomas para queimar.
A ação ocorreu sob chuva fraca, o que dificultou a queima completa dos papéis.
A polícia de Nova York cercou os acessos com grades metálicas e impediu a entrada dos manifestantes no pátio principal.
Dois foram presos — um por acender fogo em via pública e outro por resistência à prisão e desordem.
Dentro da cerimônia, parte dos formandos interrompeu o discurso da presidente interina Claire Shipman com vaias e gritos de “libertem Mahmoud Khalil”, ex-aluno da universidade detido desde março em um centro migratório da Louisiana.
Segundo o Departamento de Segurança Interna, Khalil é suspeito de envolvimento com organizações terroristas islâmicas. Ele aguarda audiência de deportação.
A esposa de Khalil, Noor Abdalla, participou de uma cerimônia paralela, onde leu uma carta do marido ao filho recém-nascido.
A universidade autorizou a realização do ato em local separado, sem presença de autoridades acadêmicas.
A cerimônia deste ano foi realizada sob forte aparato de segurança após o cancelamento da formatura de 2024, motivado por ocupações e protestos violentos no campus.
A reitoria adotou medidas restritivas, proibindo cartazes, bandeiras e aglomerações, e manteve policiais nas entradas.
A Universidade de Columbia é alvo de investigação federal por tolerância ao antissemitismo. No último ano, perdeu aproximadamente 2 bilhões de reais em financiamentos públicos e tem sido pressionada a reprimir ações de grupos que promovem discursos de ódio.
Os protestos em Columbia se intensificaram desde outubro de 2023, após o início da guerra entre Israel e o Hamas.
Grupos de estudantes exigem que a universidade rompa vínculos com empresas do setor de defesa israelense. A resposta da reitoria incluiu a suspensão de estudantes, a repressão de ocupações e a autorização para ação policial no campus.
O contraste entre os protestos exaltando um grupo terrorista e o silêncio diante do assassinato de dois diplomatas israelenses no dia anterior em Washington evidencia a radicalização de parte do ambiente universitário americano.
No atentado, um homem armado matou dois funcionários da embaixada de Israel ao gritar “libertem a Palestina”.
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Comentários (3)
Marian
23.05.2025 08:47Patético. Todos irão tirar uma segunda via dos seus diplomas e seguirão suas vidas no primeiro mundo, sem nunca colocar os pés em Gaza.
Marcia Elizabeth Brunetti
23.05.2025 08:15Os estudantes que queimaram seus diplomas deveriam ter queimado seus parentes para ter um gostinho maior do que é ser um terrorista.
Clayton De Souza pontes
23.05.2025 08:06Situação complicada, mas nao dá pra apoiar o Hamas