Logo após ataque antissemita em Washington, deputado francês posta “Free Palestine”
A escolha das palavras se torna ainda mais problemática quando se considera que o slogan "Free Palestine" foi repetido pelo criminoso no momento de sua prisão
Nas horas que se seguiram ao assassinato de um jovem casal de origem judaica em Washington, o deputado Thomas Portes, membro do partido francês de extrema esquerda, França Insubmissa (LFI), fez uma postagem controversa em apoio à Palestina em sua conta na plataforma X, que foi rapidamente excluída.
A postagem, que exibia a frase “FREE PALESTINE!” em letras maiúsculas, foi feita pouco antes das 10 horas, enquanto o país ainda lidava com o choque do crime, que foi classificado como motivado por “antissemitismo” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Embora o deputado tenha apagado a mensagem em questão de minutos, o impacto já havia se espalhado nas redes sociais, levantando questionamentos sobre o timing da sua declaração.
O jornalista Simon Moos, fundador de um veículo dedicado à defesa moral de Israel e dos valores ocidentais, comparou a situação a um tweet contendo a expressão “ALLAH AKBAR” após os ataques ao Charlie Hebdo.
Adicionalmente, a escolha das palavras se torna ainda mais problemática quando se considera que o slogan “Free Palestine” foi repetido pelo criminoso no momento de sua prisão.
De acordo com relatos da CNN, um testemunho ocular afirmou que, após disparar contra as vítimas, o autor aguardou a chegada da polícia por dez minutos e tentou se passar por testemunha do ocorrido.
Ao ser detido, ele teria gritado “Free Palestine”, um lema amplamente utilizado globalmente para demonstrar apoio à população de Gaza.
“Nunca perdoaremos”
Após a exclusão do primeiro post, Thomas Portes fez uma nova publicação, onde escreveu: “Enquanto isso em Gaza, a barbaridade israelense continua a se manifestar. Nunca esqueceremos. Nunca perdoaremos.”
Portes tem sido um crítico vocal de Israel. Dois dias antes do ataque do Hamas em 7 de outubro, ele esteve na fronteira entre Gaza e Egito, onde se encontrou com Abu Emir Eleiwa, coordenador da ONG francesa Humani’Terre, que é frequentemente associada à irmandade muçulmana e ao Hamas.
Em junho passado, ele foi expulso da Assembleia Nacional ao aparecer vestido com um keffieh palestino enquanto acusava Israel de “terrorismo”, além de ter feito declarações incendiárias em redes sociais sobre a responsabilidade do governo israelense pela violência na região.
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Comentários (1)
Ana Maria
22.05.2025 13:09E é esse pessoal que chama todo mundo de direita de fascista