Deputada republicana pede a Trump para “não devolver inocentes” a Maduro
"Devemos proteger aqueles que fogem da tirania, e não devolvê-los a ela", afirmou a congressista María Elvira Salazar
A congressista republicana María Elvira Salazar lamentou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que autoriza o governo Trump a revogar o ‘Status de Proteção Temporária’ (TPS) de cerca de 350 mil venezuelanos.
Em publicação no X, a deputada afirmou que os Estados Unidos não devem “devolver pessoas inocentes às garras de um narcoterrorista”.
Salazar pediu para o presidente Donald Trump proteger os indivíduos que fogem dos regimes tirânicos.
“Estou profundamente decepcionada com a decisão de hoje da Suprema Corte de encerrar abruptamente o TPS para mais de 350.000 venezuelanos. O ditador venezuelano Nicolás Maduro também lidera o Trem de Aragua, uma organização criminosa transnacional.
Não devemos devolver pessoas inocentes às garras de um narcoterrorista. É por isso que peço ao governo Trump que conceda a Saída Forçada Diferida (DED) aos venezuelanos e beneficiários do CHNV. Devemos proteger aqueles que fogem da tirania — e não devolvê-los a ela”, publicou.
O status criado pelo governo Biden permite que os imigrantes vivam legalmente – com direito a trabalho – nos Estados Unidos.
‘Status de Proteção Temporária’ (TPS)
A decisão da Suprema Corte suspendeu uma ordem anterior proferida pelo juiz Edward M.Chen, de São Francisco, que impedia a deportação dos imigrantes beneficiados pelo ‘Status de Proteção Temporária’ (TPS).
Em seu despacho, Chen alertava que a medida causaria danos aos imigrantes e à atividade econômica do país.
“Danos irreparáveis a centenas de milhares de pessoas cujas vidas, famílias e meios de subsistência seriam severamente afetados, custariam bilhões aos Estados Unidos em atividade econômica e prejudicariam a saúde e a segurança públicas em comunidades por todos os Estados Unidos”, destacou o magistrado.
De acordo com o The Washington Post, o ex-presidente Joe Biden estendeu o status até outubro de 2026 durante seus últimos dias de mandato.
A administração Trump, contudo, considera que o programa não é de “interesse nacional”.
Em fevereiro, a secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, suspendeu a extensão do TPS de Biden.
Ela alegou que o benefício afetaria os cofres públicos dos Estados Unidos.
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