Papa Leão XIV recebe Zelensky em audiência privada
Pontífice ofereceu o Vaticano como espaço para conversas entre Ucrânia e Rússia
O papa Leão XIV recebeu neste domingo, 18, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em uma audiência privada no Vaticano. O encontro ocorreu após a missa de inauguração do pontificado, realizada na Praça de São Pedro.
Na cerimônia, o pontífice mencionou a “Ucrânia mártir” e destacou a expectativa por “negociações para uma paz justa e duradoura”. Leão XIV reafirmou seu compromisso de usar todos os esforços para promover a paz e ofereceu o Vaticano como espaço para as conversações entre Ucrânia e Rússia.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que o local é apropriado para esse fim.
Mais cedo, Zelensky participou da missa e cumprimentou o vice-presidente dos EUA, JD Vance, presente na primeira fila junto ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Nos últimos dias, Zelensky também se reuniu em Roma com autoridades do Canadá e da Suíça para discutir medidas para aumentar a pressão contra a Rússia.
O papa Leão XIV tem demonstrado empenho em buscar o fim do conflito. Na semana passada, ele já havia pedido uma “paz autêntica, justa e duradoura” e a libertação de todos os prisioneiros de guerra, além da devolução das crianças ucranianas levadas à força para a Rússia.
O Vaticano já desempenhou papel diplomático relevante ao promover, durante o funeral do papa Francisco, um encontro entre Zelensky e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Chefes de Estado
A cerimônia deste domingo contou com a presença de chefes de Estado, líderes religiosos e delegações internacionais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin representou o Brasil e teve um breve encontro com o novo pontífice após a celebração.
Além de Zelensky, o evento reuniu líderes como o rei Felipe VI, da Espanha, o príncipe Albert II, de Mônaco, os presidentes Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Gustavo Petro (Colômbia) e Dina Boluarte (Peru), além dos primeiros-ministros Giorgia Meloni (Itália), Friedrich Merz (Alemanha) e François Bayrou (França).
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