EUA perdem nota de crédito nas três principais agências de risco
Na sexta-feira, a Moody’s rebaixou a nota de crédito soberano do país de “Aaa” para “Aa1”
A agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou nesta sexta-feira, 16, a nota de crédito soberano dos Estados Unidos, de “Aaa” para “Aa1”. Com a decisão, os EUA perdem pela primeira vez na história a classificação máxima nas três principais agências de risco — S&P, Fitch e Moody’s.
O corte reflete, segundo a Moody’s, a deterioração fiscal ao longo de mais de uma década. A agência destaca o crescimento persistente da dívida pública e dos custos com juros, além da ausência de medidas concretas para reverter os déficits. A nova perspectiva da nota é estável.
“O desempenho fiscal dos EUA tende a se deteriorar tanto em relação ao seu próprio histórico quanto em comparação com outros soberanos altamente avaliados”, afirma o relatório da Moody’s.
O déficit federal, que foi de 6,4% do PIB no ano passado, pode chegar a quase 9% até 2035, impulsionado por gastos obrigatórios, juros e arrecadação estagnada. A agência afirma não esperar reduções significativas e duradouras nos déficits.
Com a mudança, os EUA caem do grupo de emissores de crédito “prime” e se juntam a países como Áustria e Finlândia no segundo nível da escala de 21 posições da Moody’s. Alemanha, Dinamarca e Noruega seguem com nota máxima.
A Fitch havia rebaixado os EUA em 2023 pelas mesmas razões. A S&P fez o mesmo em 2011.
A notícia pressionou os juros dos títulos do Tesouro. A taxa dos papéis de 10 anos subiu 0,03 ponto, para 4,48%, refletindo a maior percepção de risco.
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Governo Trump reage
O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, classificou o rebaixamento como “político” e atacou o economista Mark Zandi, da Moody’s Analytics, por críticas anteriores ao presidente Donald Trump.
Segundo ele, Zandi seria um “Never Trumper” ligado a Obama e Bill Clinton.
Na sexta, uma proposta orçamentária republicana foi rejeitada na Câmara dos Representantes após críticas internas por ampliar o déficit. O Comitê para um Orçamento Responsável estima que o projeto pode aumentar a dívida em até US$ 5,2 trilhões em dez anos.
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Comentários (1)
Marian
17.05.2025 17:08Eles têm gordura pra isso.