Vinte e sete anos atrás, morria Frank Sinatra – “A Voz”
O cantor e ator americano continua a ser lembrado como um dos maiores nomes da história da música popular
Frank Albert Sinatra, conhecido globalmente como “A Voz”, permanece uma figura lendária na história da música e do entretenimento.
Nascido em Hoboken, Nova Jersey, em 12 de dezembro de 1915, filho de pais italianos, ele se tornou, para muitos, o maior cantor popular do século XX. Sua capacidade de dominar o timbre, a afinação, o fôlego e o ritmo permitiu que ele retirasse de suas cordas vocais melodias que cativavam o público.
Sinatra foi um produto de uma época de rápidas transformações nos Estados Unidos, moldado por eventos como a Lei Seca e a Grande Depressão. O show business e a cultura de massa, impulsionados pelo rádio, cinema e indústria fonográfica na década de 1920, forneceram o palco para seu surgimento.
Desde cedo, ele era fã de Bing Crosby e começou a cantar. Aos 20 anos, em 1935, fez sua estreia no rádio.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a popularidade de Sinatra cresceu imensamente, especialmente entre as mulheres americanas que, solitárias com seus parceiros lutando no exterior, transferiam para ele seus sentimentos, saudade e amor.
Após despontar na era das big bands, cantando com as orquestras de Harry James e Tommy Dorsey, ele lançou-se em carreira solo pela Columbia Records em 1941. Sinatra se tornou o intérprete definitivo das canções de grandes mestres compositores americanos.
Trajetória artística além da música, declínio e a volta por cima
Embora a música fosse seu domínio principal, “A Voz” também brilhou no cinema. Após um período de dificuldades na carreira musical e uma relação tempestuosa com a atriz Ava Gardner, Sinatra deu a volta por cima em 1953.
Em 1952, após sofrer um problema nas cordas vocais, ele implorou por um pequeno papel no filme “A um passo da eternidade”. Esse trabalho lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1954, fazendo sua carreira no cinema deslanchar. No ano seguinte, recebeu outra indicação por “O homem do braço de ouro”.
Esse ressurgimento também marcou o início de uma profícua parceria com o maestro e arranjador Nelson Riddle após assinar com a Capitol Records, resultando em álbuns aclamados como In The Wee Small Hours e Songs For Swingin’ Lovers!
Considerado um homem poderoso e de grande fortuna, Sinatra era uma figura influente em Las Vegas e Hollywood. Ele também liderava o Rat Pack, um grupo de amigos que incluía Dean Martin e Sammy Davis Jr.. Juntos, estrelaram o filme “Onze Homens e um Segredo” em 1960.
Sua busca por poder pessoal, segundo as fontes, o levou a estabelecer alianças questionáveis. Artisticamente, porém, permaneceu resiliente. Mesmo com o surgimento do rock and roll e a explosão dos Beatles, ele continuava no topo, alcançando o primeiro lugar com “Strangers in The Night” em 1966, e colaborando com Tom Jobim em um clássico álbum de bossa nova em 1967.
Sinatra, o Brasil, o fim
Um momento que Sinatra considerou o maior de sua carreira foi um show no Maracanã, Rio de Janeiro, em 1980, que lotou com 150 mil pessoas. Sinatra declarou no palco: “Esse é o maior momento da minha carreira. Nunca antes experimentei algo parecido”.
Embora tenha desdenhado de seu imenso sucesso “My Way”, de 1968, chamando-o de “uma musiquinha do Paul Anka que virou o hino nacional”, a mensagem da canção sobre orgulho e sobre fazer as coisas do próprio jeito, definiu a essência de Sinatra.
Ele morreu em 14 de maio de 1998, aos 82 anos, de ataque cardíaco.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)