EUA confirmam acordo para libertação de refém do Hamas
Edan Alexander, de 21 anos, tem cidadania americana e foi capturado durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023
O grupo terrorista Hamas anunciou neste domingo, 11, que irá libertar o soldado israelense Edan Alexander (foto), de 21 anos, capturado durante os ataques de 7 de outubro de 2023. Com cidadania americana, Alexander é considerado o último refém dos Estados Unidos ainda vivo em Gaza.
Segundo comunicado do Hamas, a libertação ocorrerá como parte dos esforços para um cessar-fogo com Israel, a abertura de pontos de travessia e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Não foi divulgada uma data exata, mas fontes ligadas às negociações disseram à agência Reuters que a libertação deve ocorrer até terça-feira.
Representantes do Hamas e dos Estados Unidos mantiveram conversas diretas nos últimos dias em Doha, no Catar.
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, confirmou que está a caminho de Israel para buscar Alexander. À NBC News, Witkoff afirmou que a libertação é um “gesto de boa vontade” do Hamas e atribuiu o desfecho “em grande parte” ao presidente Donald Trump, que também deve viajar ao Oriente Médio nesta semana, com passagens por Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos. Não há previsão de visita a Israel.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou ter sido informado pelos EUA de que a libertação ocorrerá sem exigência de contrapartidas.
A medida estaria inserida no chamado “Quadro Witkoff”, proposta feita pelos Estados Unidos em março, que prevê a libertação de cerca de metade dos reféns vivos em troca de uma extensão do cessar-fogo e início de negociações para uma trégua duradoura. Israel já aceitou a estrutura da proposta.
Edan Alexander, natural de Nova Jersey, foi capturado enquanto servia em uma unidade de elite do Exército israelense na fronteira com Gaza.
O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas saudou o anúncio, mas cobrou um acordo que traga todos os 59 reféns restantes de volta.
“Só existe um acordo moral e necessário: o retorno imediato de todos os reféns e o fim da guerra”, afirmou o grupo.
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