Justiça manda soltar suspeito de planejar ataque em show de Lady Gaga
Suspeito havia sido preso em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante operação da Polícia Civil
A Justiça do Rio Grande do Sul revogou neste sábado, 10, a prisão preventiva de um homem investigado por supostamente planejar um atentado a bomba durante o show da cantora Lady Gaga, realizado no último dia 3 na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O suspeito havia sido preso em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante operação da Polícia Civil.
A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Jaime Freitas da Silva, que acatou pedido da defesa. O magistrado justificou que o homem não é investigado pela Justiça do Rio de Janeiro como integrante do grupo que organizava o atentado. Segundo o juiz, o nome dele apareceu na apuração porque o suposto mentor do crime teria usado seu endereço de IP — número que identifica dispositivos conectados à internet.
“Seu nome somente veio à tona em razão de o número do IP constar no rol dos utilizados pelo mentor da prática delituosa”, escreveu o magistrado.
Um relatório técnico do Ministério Público do Rio Grande do Sul reforça a hipótese de que o IP tenha sido clonado.
O homem foi inicialmente preso em flagrante por posse irregular de armas e chegou a ser solto após pagar fiança. Posteriormente, teve a prisão preventiva decretada por suspeita de terrorismo. Com a nova decisão, ele responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça, comunicação de mudança de endereço e restrição para deixar a comarca onde reside sem autorização.
Segundo o juiz, mesmo que uma perícia confirme que uma das armas tinha numeração raspada — o que pode aumentar a pena —, a revogação continua válida, já que o suspeito não tem antecedentes e poderia ser beneficiado com acordos penais alternativos.
Apesar da soltura, o magistrado afirmou que a decisão “não afasta em definitivo a possibilidade de responsabilização no atentado”, uma vez que as investigações continuam sob responsabilidade da Justiça do Rio de Janeiro.
Grupo usava redes para planejar ataque
De acordo com a Polícia Civil fluminense, o grupo criminoso tratava o atentado como um “desafio de rede social” e buscava recrutar adolescentes para executar ataques com coquetéis molotov. Os alvos seriam crianças, adolescentes e o público LGBT.
A operação que impediu o ataque foi batizada de Fake Monsters e contou com o apoio de forças de segurança de vários estados. Foram cumpridos mandados em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Dispositivos eletrônicos e outros materiais foram apreendidos.
Outro suspeito, um adolescente de 17 anos, foi apreendido no Rio por armazenar pornografia infantil. Ele é apontado como segundo líder do grupo. Em Macaé, outro homem investigado por ameaçar matar um bebê durante o show foi alvo de mandado de busca. Segundo a polícia, ele alegava que a cantora promovia rituais satânicos.
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Comentários (1)
Fabio B
11.05.2025 06:50Neste país, para quem comete crime, é muito difícil ser pego; se é pego, é muito difícil ir preso; se é preso, é muito difícil ficar muito tempo, sem contar os inúmero benefícios, saidinhas, e principalmente "progressões". O resultado é que você pode cometer o crime mais bárbaro que for, não importa, você dificilmente ficará preso mais de 5 anos. Por isso que precisamos rasgar essa constituição maldita e fundar uma nova.