Crusoé: É preciso ser educado com a inteligência artificial?
Não é só a máquina que está sendo treinada. É você também
A disseminação das ferramentas de inteligência artificial (IA) é um fenômeno inexorável. Esses programas executam as ordens dos seus usuários em poucos segundos, com enorme eficiência.
Mas quem tem usado o ChatGPT, o Grok, o NotebookLM ou qualquer outra ferramenta pode ter se perguntado, entre um “prompt” e outro, se é preciso pedir “por favor” ao programa quando precisa que alguma tarefa seja executada.
Ou, então, agradecer com um “obrigado” quando a IA cumpre tão diligentemente suas funções.
Dar tantas ordens seguidas, sem ter de se preocupar com o tempo que será gasto ou a capacidade de processamento do computador, pode gerar um estranho desconforto em quem está acostumado em ser gentil na hora de pedir algo a outro ser humano.
Mesma eficiência
Como a inclusão de “por favor” ou “obrigado” não melhora a resposta da IA, digitar algumas palavrinhas soa como perda de tempo e esforço desnecessário dos dedos.
Aqueles mais preocupados com o meio ambiente podem entender que usar palavras e frases desnecessárias obriga os computadores a processar mais informações, gastando mais energia e consumindo mais água para resfriar as máquinas.
Na rede X, uma usuária com o nome “Tomie” fez a seguinte indagação: “Gostaria de saber quanto dinheiro a OpenAI perdeu em custos de eletricidade com pessoas dizendo ‘por favor’ e ‘obrigado’ aos seus modelos“.
Sam Altman, diretor da OpenAI, respondeu: “Dezenas de milhões de dólares bem gastos — a gente nunca sabe“…
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