“Não pode relativizar”, diz nova ministra sobre machismo de Lula
Márcia Lopes tomou posse como ministra das Mulheres, após exoneração de Cida Gonçalves
A nova ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou nesta terça-feira, 6, que não se pode relativizar as recorrentes declarações machistas do presidente Lula (PT), em meio à queda de popularidade do petista entre o eleitorado feminino.
“Eu penso que a gente jamais pode relativizar essas falas e atitudes que contrariam a nossa luta e a nossa própria história da esquerda, de quem quer democracia e um país igual”, disse à GloboNews.
Márcia, contudo, garantiu que Lula “não está desatualizado” sobre as políticas públicas para mulheres.
“Ao contrário: ele tem cobrado muito isso, tem ficado incomodado”, afirmou.
Na segunda, 5, o petista exonerou Cida Gonçalves do cargo e nomeou Márcia Lopes.
Falas de Lula
O petista tem dado recorrentes declarações machistas.
Em abril, Lula se referiu à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, como uma “mulherzinha”.
“E lá [em Hiroshima] eu encontro com uma mulherzinha, sabe, presidente do FMI, diretora-geral do FMI, nem me conhecia. ‘Presidente Lula, presidente Lula, você sabe que está difícil a coisa para o Brasil. O Brasil só vai crescer 0,8%’. Eu falei: ‘Você nem me conhece, eu não te conheço, sabe? Como você fala que o Brasil vai crescer 0,8%?’. E a resposta veio no final do ano, o Brasil cresceu 3,2%.”, disse.
Um mês antes, disse que colocou “uma mulher bonita“ na Secretaria de Relações Institucionais para “melhorar a relação” com o Congresso, referindo-se a Gleisi Hoffmann.
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Quem é Márcia Lopes?
Márcia Helena Carvalho Lopes nasceu em Londrina (PR), em 13 de junho de 1957. Ela possui graduação em serviço social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), especialização na área da Criança e Adolescente e mestrado em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
É professora aposentada da UEL. Foi secretária nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2004), secretária-executiva da pasta (2005-2007) e ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2010-2011), no governo Lula.
Além disso, foi conselheira nacional de assistência social e dos direitos da criança e do adolescente em 2004 e presidente da Rede de Pobreza e Proteção Social do Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2007.
Assim como Cida Gonçalves, é filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde a década de 1980.
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