Netanyahu anuncia deslocamento em massa de palestinos em nova ofensiva
Governo israelense prepara ocupação prolongada da Faixa de Gaza com controle da ajuda humanitária
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira, 5, uma nova fase da ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza.
Segundo o líder israelense, trata-se de uma operação intensiva e contínua, que inclui o deslocamento de civis palestinos para áreas ao sul do enclave, sob a justificativa de proteger a população civil dos combates.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo gabinete de segurança e marca uma nova escalada no conflito iniciado em outubro de 2023.
Em declaração oficial, Netanyahu afirmou que a ação não será uma incursão temporária, mas sim parte de um plano sustentado de ocupação do território.
O objetivo declarado é eliminar as bases do Hamas e impedir que o grupo islâmico mantenha capacidade operacional na região.
A realocação da população civil seria, segundo o governo, uma medida para evitar mortes e facilitar a atuação militar nas zonas urbanas do norte de Gaza, onde o grupo ainda mantém presença.
O plano prevê também a instalação de centros de distribuição de ajuda humanitária em áreas controladas por Israel, com apoio logístico de empresas privadas norte-americanas.
A operação militar mobiliza milhares de reservistas israelenses e intensificou os bombardeios sobre bairros densamente povoados em Gaza. A ONU e países da União Europeia demonstraram preocupação com a escalada da violência e alertaram para o risco de colapso total dos serviços de saúde e abastecimento no território palestino.
Internamente, o governo Netanyahu enfrenta pressões crescentes de familiares de reféns israelenses mantidos pelo Hamas.
Eles temem que a intensificação dos combates coloque em risco a vida dos sequestrados, e organizaram novos protestos em frente ao parlamento, em Jerusalém. As manifestações foram dispersadas pela polícia, mas sinalizam desgaste político da condução da guerra por parte do primeiro-ministro.
O governo israelense afirma que só interromperá as operações quando o Hamas for completamente desarticulado.
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