Rio de Janeiro oficializa Terapia do Riso na rede pública de saúde
Terapia do Riso passa a ser oficialmente permitida em hospitais, clínicas e casas de repouso municipais
A cidade do Rio de Janeiro oficializou a Terapia do Riso em sua rede pública de saúde. A medida, aprovada pela Câmara Municipal e sancionada nesta segunda-feira, 5, pelo prefeito Eduardo Paes, reconhece formalmente o uso de técnicas de humor terapêutico em hospitais, clínicas de saúde e casas de repouso da rede pública.
A lei determina que a Terapia do Riso, também conhecida como Risoterapia, deve ser oferecida de forma contínua, buscando garantir o acesso da população aos seus benefícios emocionais e psicológicos.
O vereador Carlo Caiado (PSD), autor do projeto e presidente da Câmara, ressaltou que a iniciativa vai além do entretenimento, contribuindo para a saúde emocional e promovendo maior estabilidade para as organizações que atuam na área.
Inspiração em lei argentina
A oficialização concretiza um antigo desejo de profissionais do setor. Pablo Tavares, fundador da Trupe Miolo Mole, grupo com 12 anos de atuação na Terapia do Riso, participou da elaboração do texto legal e celebrou a conquista. Ele mencionou a inspiração em uma lei similar de Buenos Aires que obriga a presença de palhaços em hospitais, expressando o desejo de que o Rio seja reconhecido por sua alegria.
Para assegurar a qualidade do serviço, a lei exige que os grupos interessados em participar do projeto apresentem documentação que comprove sua capacitação e experiência. Além disso, a prefeitura poderá firmar convênios e parcerias com órgãos públicos de diferentes esferas e entidades privadas para garantir a oferta contínua da Terapia do Riso nas unidades de saúde.
Rir é um dos melhores remédios?
A prática de utilizar o humor com fins terapêuticos já possui base na sabedoria popular e até referências antigas. Outras cidades e estados brasileiros também já implementaram iniciativas semelhantes com sucesso.
Um exemplo notório é o projeto “Doutores da Alegria”, que atua em São Paulo desde 1991, sendo pioneiro na inclusão de palhaços profissionais em ambientes hospitalares e demonstrando impactos positivos na recuperação de pacientes, na atmosfera das unidades e no clima organizacional.
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Comentários (2)
Denise Pereira da Silva
06.05.2025 17:11Bem providencial esse “tratamento” de saúde. Essa lei deveria ser instituída no país todo, já que faltam medicamentos, vacinas, profissionais de saúde etc nas redes públicas de saúde não só no Rio de Janeiro como no Brasil inteiro. Então rir das próprias desgraças é o melhor remédio? Hipócritas.
Fabio B
05.05.2025 20:50Rir à toa num lugar desgraçado como o RJ, afundado em crime e caos, não é terapia, é sintoma. Sintoma de gente que já surtou e acha que a gargalhada vai apagar bala perdida ou mudar a realidade.