“Mudar para continuar igual”, diz TI sobre novo ministro da Previdência
ONG criticou escolha por Wolney Queiroz para o lugar de Lupi: "Sabia do esquema bilionário e até ajudou a afrouxar as regras"
A ONG Transparência Internacional – Brasil criticou a nomeação de Wolney Queiroz para a vaga de Carlos Lupi no Ministério da Previdência, após a revelação do esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, investigado pela Polícia Federal (PF).
Para a TI, a escolha por Queiroz, que era secretário-executivo da pasta e ‘braço direito’ de Lupi, significa “mudar para continuar igual”.
“Mudar para continuar igual. É a lógica da substituição de Lupi por seu secretário executivo, que sabia do esquema bilionário e até ajudou a afrouxar as regras.
É um insulto aos aposentados vítimas, vindo de um governo sem compromisso verdadeiro com a luta contra a corrupção”, escreveu no X.
De acordo com as autoridades, os valores apurados indicam descontos na ordem de R$ 6,3 bilhões em benefícios previdenciários entre 2019 e 2024.
Oposição
Parlamentares do Novo protocolaram nesta segunda-feira, 5, um requerimento de convocação do novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, para que preste esclarecimentos sobre o suposto esquema.
O pedido foi apresentado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e ainda precisa ser votado pelo colegiado.
“A magnitude do prejuízo [com o esquema], a fragilidade do público atingido e a recente vinculação do ministro com representantes de entidades sob investigação, bem como a eventual inércia ou omissão em adotar medidas efetivas após membros do Conselho Nacional de Previdência Social alertar sobre os problemas em 2023 e 2024, tornam esta convocação não apenas justificável, mas necessária”, dizem os deputados do Novo, no requerimento.
“Ainda que não haja, até o momento, indícios formais de envolvimento direto do ministro nos crimes investigados, a simples participação em encontros com suspeitos de fraude de tamanha magnitude impõe à autoridade pública o dever de prestar esclarecimentos formais ao Parlamento e à sociedade, independentemente da continuidade da investigação pela Polícia Federal e pelos órgãos de controle interno e externo”, pontuam.
O pedido de convocação é assinado pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Gilson Marques (Novo-SC), Luiz Lima (Novo-RJ) e Ricardo Salles (Novo-SP).
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