Caiado sobre emendas: “Presidencialismo foi destruído”
Pré-candidato ao Planalto, governador criticou uso de emendas parlamentares por deputados
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou o uso das emendas parlamentares como moeda de troca em negociações do governo nesta segunda-feira, 5.
Segundo Caiado, que é pré-candidato à Presidência de República em 2026, o “Presidencialismo” ficou “totalmente enfraquecido”.
“O plano de governo é do presidente. O deputado foi feito para aprovar o Orçamento, fiscalizar o Orçamento e legislar nas matérias de lei complementar e ordinária à proposta. Pronto. Essa é a finalidade do deputado e do senador. Agora, não é ele que vai decidir que vai repassar o dinheiro, que é discricionário, que está no plano de governo, para fazer o que ele acha que deve fazer no município. Isso aí é insustentável”, afirmou em palestra realizada pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.
“Você vê um presidencialismo totalmente enfraquecido, um Congresso Nacional que entrou e define toda a parte de discricionário hoje do governo federal, um Supremo [Tribunal Federal] que muitas vezes se propõe a alterar legislações. Por quê? Porque existem vários vazios. É como fazer um diagnóstico: qual é a causa da dor de cabeça? É a falta de um presidente da República”, acrescentou.
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Chapa com Zema e Ratinho Jr?
Os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União), de Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, participaram neste sábado, 26, da abertura da 90ª Expozebu, tradicional feira do agronegócio realizada em Uberaba (MG).
Durante o evento, eles defenderam a união da direita nas eleições presidenciais de 2026.
Em discurso, Zema sugeriu a formação de uma candidatura única para enfrentar Lula (PT).
“Ano que vem, Caiado e Ratinho, tenho certeza de que estaremos tirando esse governo que persegue quem produz e quem trabalha. Caminharemos juntos por um Brasil melhor”, disse.
O governador mineiro também voltou a indicar o vice-governador Mateus Simões (Novo) como seu sucessor natural em Minas Gerais.
“2026 está ali, dobrando a esquina. Meu braço direito, Mateus Simões, tem plenas condições de seguir trabalhando em prol do agronegócio”, afirmou.
Ronaldo Caiado reforçou o discurso de unidade, embora sem mencionar diretamente uma chapa única.
“Podem cravar: em 2026, a centro-direita chegará ao Planalto. Qualquer um de nós que for ao segundo turno terá apoio”, disse.
Ratinho Júnior agradeceu a hospitalidade de Zema e exaltou a parceria entre os governadores.
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