Economia vive “mau momento”, diz Ministro do Trabalho
Luiz Marinho critica juros altos, defende aumento de salários e fim da escala 6x1 no 1º de Maio
As celebrações do Dia do Trabalho na capital paulista foram palco para duras críticas à política de juros e para a defesa de profundas mudanças nas relações de trabalho no Brasil. Durante um evento unificado das centrais sindicais na zona norte de São Paulo, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia brasileira enfrenta um “mau momento”, influenciado pela alta taxa Selic.
Marinho enfatizou a urgência em direcionar a economia para uma realidade com juros mais baixos. Como contraponto à dificuldade de acesso ao crédito barato, ele mencionou o empréstimo consignado para trabalhadores CLT, destacando-o como um “direito do trabalhador” que já viabilizou cerca de R$ 10 bilhões em crédito.
O ministro fez um veemente apelo por mobilização dos trabalhadores para a redução da jornada de trabalho e o fim da “escala 6×1”, considerada por ele “muito cruel, especialmente contra as trabalhadoras”.
Embora a decisão final caiba ao Congresso, Marinho sugeriu que uma solução inicial para flexibilizar a escala 6×1 seria diminuir a carga horária semanal de 44 para 40 horas. Disse que a redução é “plenamente possível”, e que um processo de transição pode ser pensado.
Para que a redução da jornada se concretize, Marinho explicou que será necessária a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso. O ministro ressaltou que, embora a proposta já conte com simpatia e apoio do governo, a mobilização dos sindicatos será fundamental para convencer o empresariado e os parlamentares.
Centrais sindicais em sintonia com governo
Presidentes de grandes centrais sindicais, como Sérgio Nobre (CUT) e Miguel Torres (Força Sindical), endossaram as falas de Marinho, mas salientaram que a mudança exigirá muito esforço de convencimento da sociedade. Eles reiteraram que as conquistas na história do trabalho sempre vieram com luta e que é papel do movimento sindical levar o trabalhador a defender essas pautas.
O ministro defendeu ainda que as convenções coletivas incluam cláusulas que garantam salário igual para homens e mulheres na mesma função e pediu que os empresários aumentem os salários de seus funcionários.
Presente no mesmo evento, o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, representando o Presidente Lula ao lado de Marinho e da Ministra Cida Gonçalves (Mulheres), destacou ações do governo voltadas aos trabalhadores.
Macêdo mencionou o reajuste do salário mínimo acima da inflação, a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e a geração de empregos como pautas atendidas pela gestão atual. Ele minimizou a ausência de Lula, lembrando que o presidente havia recebido as centrais sindicais dias antes.
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Comentários (1)
Annie
01.05.2025 20:46Novidade.