Hugo Motta contra a camisa vermelha da seleção
Presidente da Câmara defendeu uniforme de cor azul como camisa reserva: "Pra mim, continua sendo essa daí"
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), se juntou às críticas sobre uma possível substituição da camisa dois da seleção brasileira por um modelo vermelho.
Segundo Motta, a camisa reserva “continua sendo” a azul.
“Eu respeito quem gosta de qualquer cor, não tenho preconceito com nenhuma. Mas camisa número 2 da Seleção Brasileira, pra mim, continua sendo essa daí”, escreveu no X.
Flávio Bolsonaro
Políticos de oposição ao governo Lula, entre os quais o senador Flávio Bolsonaro, criticaram a suposta iniciativa da Nike e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de escolher uma camisa vermelha para a seleção.
“Quero acreditar que isso não é verdade! A camisa da Seleção sempre foi um símbolo da nossa identidade nacional, do nosso orgulho e das nossas raízes. Sempre foi verde e amarela, as cores da nossa pátria. Mudar isso não faz qualquer sentido. É uma afronta a tudo o que sempre representou o orgulho do nosso povo! Não há identificação, não há história, não há justificativa para que, seja quem for, queira substituir o verde e amarelo pelo vermelho. Essa tentativa não passa de mais uma investida para desfigurar aquilo que nos faz brasileiros de verdade. Nossa bandeira não é vermelha, e nunca será! Essa mudança precisa ser repudiada veementemente“, escreveu Flávio no X.
Randolfe
Nem mesmo políticos de esquerda ficaram animados em comprar essa briga em favor de uma camisa identificada com seu campo ideológico.
“As cores da nossa seleção não são uma ‘identidade ideológica’; elas representam o que nos distingue no mundo. Ao longo da história do nosso escrete, já usamos o branco (1914–1953), o amarelo como camisa principal (de 1954 até hoje) e o azul como camisa reserva desde 1958. As cores de uma seleção têm relação com a identidade nacional (coerente com isso, a Alemanha usou vermelho e preto em 2014)”, disse Randolfe em seu perfil no X.
O petista seguiu: “Qualquer cor diferente do verde, amarelo, branco e azul não se justifica. Além do mais, a essa altura, temos preocupações bem maiores com a seleção, como, por exemplo, garantir uma boa classificação para a Copa de 2026.”
É possível que, em outras épocas, Randolfe apoiasse a camisa vermelha, da cor de seu partido. Mas, como O Antagonista já destacou, o senador tem demonstrado receio de não conseguir se reeleger em 2026.
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Comentários (1)
Marian
29.04.2025 18:39A minha camisa jamais será vermelha.