Filha de Bill Gates lança startup de moda para buscar preços melhores
Phoebe Gates e Sophia Kianni criam Phia, ferramenta que compara valores de roupas online e foca em sustentabilidade.
Phoebe Gates, filha mais nova de Bill Gates e Melinda French Gates, anunciou nesta semana o lançamento de sua primeira startup.
Em parceria com a ex-colega de quarto em Stanford, Sophia Kianni, a jovem de 22 anos criou a Phia, uma extensão de navegador e aplicativo que compara preços de itens de moda pela internet. O projeto também foi destaque em perfil publicado pelo The New York Times.
Segundo o relato, a inspiração para o negócio surgiu das experiências pessoais de Gates e Kianni como consumidoras assíduas de produtos de segunda mão, em busca de melhores oportunidades de compra.
O Phia já atraiu investidores de capital de risco, o apoio de mentores de alto perfil como Kris Jenner, empresária e mãe das Kardashians, além de um contrato para a produção de um podcast pelas fundadoras.
Em sintonia com o ativismo ambiental promovido por Bill Gates, a Phia aposta na sustentabilidade como um de seus pilares, incentivando a compra de produtos usados para reduzir o desperdício e a emissão de carbono. A plataforma destaca a importância do consumo consciente como diferencial competitivo.
O perfil no Times detalha ainda a trajetória de Phoebe Gates e seu esforço para trilhar um caminho próprio, apesar do peso do sobrenome.
A jovem reconheceu o privilégio de sua origem e afirmou lidar com “uma enorme pressão interna” para se provar independente. Descrita como “extremamente competitiva” e diagnosticada com déficit de atenção, a estudante se distingue dos outros membros da família Gates por ser mais sociável, característica que o próprio Bill Gates ressaltou em entrevista.
O patriarca, no entanto, se mostrou inicialmente cauteloso com a empreitada da filha no comércio eletrônico, temendo que ela solicitasse apoio financeiro. “Eu teria ficado fazendo revisões de negócios com ela e provavelmente seria muito brando nas críticas”, disse. Phoebe preferiu, contudo, pedir apenas conselhos, principalmente sobre gestão de equipe.
Já Melinda French Gates orientou a filha a buscar investimentos externos. “Ela viu nisso uma oportunidade real para que eu aprendesse e também para que eu pudesse fracassar”, relatou Phoebe.
A startup começou com US$ 100 mil da Soma Capital, recebeu US$ 250 mil de um fundo de empreendedorismo social de Stanford e, após diversas rejeições, captou mais US$ 500 mil de investidores “anjo”.
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