Milei sobre Francisco: “Argentino mais importante da história”
Presidente argentino reconheceu a importância do pontífice para o seu país e mundo: "Era um líder impressionante"
O presidente argentino, Javier Milei, afirmou nesta quinta-feira, 24, que o papa Francisco “foi o argentino mais importante da história”.
A declaração foi feita antes de viajar ao Vaticano para o funeral do pontífice, que morreu na segunda-feira, 21.
Apesar das divergências com Francisco, Milei reconheceu a importância do papa para o seu país.
“É um evento extremamente importante, ele se tornou líder de 1,5 bilhão de seres humanos Estamos falando de uma pessoa de enorme estatura, tivemos o privilégio de que ele tenha sido argentino e, como chefe de Estado, não posso deixar de participar de um evento com essas características. E o povo argentino é um povo católico”, disse.
E acrescentou os elogios:
“Era um líder impressionante, os que tiveram a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e saber como atuava em política internacional sabem a estatura política que tinha.”
Leia mais: “O papa que enfrentou o kirchnerismo”
Líderes no funeral
A cerimônia contará com a presença de lideres políticos de todo o mundo, que viajarão a Roma para prestar homenagem ao pontífice argentino.
O presidente Lula (PT) já confirmou presença no funeral e será acompanhado pela primeira-dama, Janja da Silva, além dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso, e do Senado, Davi Alcolumbre.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também estará no funeral.
“Ele inspirou milhões, muito além da Igreja Católica, com sua humildade e seu amor puro pelos menos afortunados”, afirmou Von der Leyen.
Já o presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, confirmou que estará na cerimônia.
O presidente da França, Emannuel Macron, participará do funeral.
“Estaremos no funeral do papa, como é apropriado”, disse.
A líder italiana, Giorgia Meloni, será outra a estar presente.
Já outros…
No entanto, outros chefes de Estado ficarão de fora por receio de serem presos ou divergências com a Igreja Católica.
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, quase nunca viaja para fora de seu país.
Ortega é paranoico, e teme que seu lugar seja ocupado se ele estiver ausente.
Outras duas ausências devem ser o ditador russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Ambos foram alvo de mandados de prisão expedidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra humanidade.
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Comentários (1)
Fabio B
24.04.2025 17:14E o Maradona?