Caiado rebate Gleisi após acusação sobre combustíveis
"Quem tem um histórico de conivência com o crime organizado é o presidente Lula e os governos do PT", afirmou o governadorRonaldo
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), rebateu a acusação da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, sobre o político ser contra investigações do governo federal das alegadas conexões do crime organizado com a distribuição dos combustíveis no estado goiano.
Em publicação no X, Caiado afirmou que o presidente Lula (PT) e os governos do PT são “quem tem um histórico de conivência com o crime organizado“.
“Gostaria de refrescar a memória seletiva da ministra Gleisi Hoffmann. Quem tem um histórico de conivência com o crime organizado é o presidente Lula e os governos do PT. A divulgação de dados falsos sobre Goiás não passa de um tiro político contra o estado que tem denunciado o acovardamento do Governo Federal no combate às facções. Já são quase dois anos e meio e não há notícia de uma operação sequer do Governo Federal contra os núcleos das facções que hoje dominam o Brasil. O novo Susp só tem o objetivo de concentrar mais poder nas mãos do petismo e propõe que a polícia enfrente faccionados com flores. Lula promove a transição do Brasil de uma democracia para um estado de criminocracia”, escreveu no X.
Mais cedo, Gleisi disse que Caiado deveria agradecer a “ação do Ministério da Justiça” para “proteger a população do estado”.
“Por que o governador Caiado não quer que o governo federal investigue as conexões do crime organizado com a distribuição de combustíveis em Goiás, como faz em todos os outros estados? Deveria estar agradecendo a ação do Ministério da Justiça, para proteger a população do estado, ao invés de se queixar de suposta e inexistente perseguição política. Por sinal, hoje o governo do presidente Lula encaminha oficialmente ao Congresso a PEC da Segurança Pública, que vai fortalecer o combate ao crime em todo o país, sem discriminar nenhum estado.
Em fevereiro, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse estar preocupado com a suposta infiltração do crime organizado na distribuição dos combustíveis em postos.
Na ocasião, ele pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para apurar a atuação no setor.
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