Terror: Islâmicos matam 28 turistas na “mini Suíça” da Caxemira
Grupo armado disfarçado de soldados indianos executou civis a sangue-frio; governo Modi reage com operação militar
Um ataque terrorista deixou pelo menos 28 mortos e mais de 20 feridos na pradaria de Baisaran, conhecida como “mini Suíça”, próxima à cidade de Pahalgam, na região da Caxemira administrada pela Índia.
O massacre ocorreu na manhã de 22 de abril de 2025, quando um grupo de quatro a seis homens armados, trajando uniformes do Exército indiano, saiu da floresta e abordou turistas que exploravam a região a pé ou a cavalo.
Segundo testemunhas, os agressores pediram nomes e exigiram que os presentes recitassem versos do Alcorão. Em seguida, abriram fogo com fuzis M4 e AK-47.
As vítimas eram de diversos estados indianos, como Maharashtra, Gujarat, Karnataka e Bengala Ocidental, além de um turista nepalês. Entre os mortos estão três membros das forças armadas indianas e um engenheiro residente nos Estados Unidos.
O grupo The Resistance Front (TRF) reivindicou a autoria do atentado. A TRF é uma organização ligada à Lashkar-e-Taiba (LeT), grupo terrorista com base no Paquistão.
Criada em 2019, a TRF foi designada como entidade terrorista pelo governo indiano em 2023.
Em comunicado, a facção afirmou que o ataque foi uma resposta à suposta “mudança demográfica” na Caxemira, alegando a concessão de mais de 85 mil residências a não-locais.
O governo da Índia reagiu prontamente. O primeiro-ministro Narendra Modi interrompeu uma visita à Arábia Saudita e retornou a Nova Délhi, onde se reuniu com membros do alto escalão da segurança nacional e convocou o Comitê de Segurança do Gabinete.
Operações militares foram intensificadas em toda a Caxemira. No dia seguinte ao ataque, dois militantes foram mortos pelo Exército indiano em Baramulla, perto da Linha de Controle com o Paquistão.
Fontes de inteligência apontam o comandante Saifullah Kasuri, conhecido como Khalid, como um dos principais articuladores do atentado.
A TRF tem histórico de recrutamento virtual de jovens, propaganda extremista e tráfico de armas e drogas pela fronteira paquistanesa. O grupo é acusado de atacar funcionários públicos e minorias religiosas.
A violência contra turistas representa uma escalada inédita em um conflito que, até então, se concentrava em alvos militares e governamentais.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
23.04.2025 08:27E ainda nos julgamos “ ser inteligentes e racionais”. Quanta pretensão !!!!