Papa aboliu funeral “imperial” antes de morrer
Francisco eliminou símbolos de poder e instituiu velório direto na Basílica de São Pedro
O papa Francisco aprovou há um ano mudanças definitivas no ritual do funeral papal.
A nova versão do Ordo Exsequiarum Romani Pontificis revogou elementos simbólicos do antigo cerimonial e instituiu um protocolo centrado na simplicidade e na aproximação com os fiéis O texto passou a valer imediatamente.
As alterações incluem a substituição dos três caixões tradicionais — de madeira, chumbo e madeira nobre — por um único caixão de madeira revestido com zinco.
O corpo é levado diretamente à Basílica de São Pedro, sem a tradicional passagem pelo Palácio Apostólico. No local, é exposto sobre o chão da nave central, com o caixão aberto, permitindo uma despedida direta dos fiéis.
O novo rito também suprimiu o uso de títulos como “Romano Pontífice”, substituídos por “bispo de Roma” e “pastor”, em coerência com a identidade que Francisco procurou imprimir ao longo de seu pontificado.
A decisão de reformar o próprio funeral foi interpretada por membros da Cúria como um gesto final de coerência entre discurso e prática.
Ao remover símbolos associados à realeza e centralizar a despedida no contato com os fiéis, o papa reforçou a visão pastoral que marcou sua trajetória.
As reformas encerram um ciclo iniciado em 2013, com sua eleição, e projetam impacto duradouro sobre a liturgia eclesial.
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