Israel elimina comandante do Hezbollah em ataque no sul do Líbano
Hussein Ali Nasr era vice-chefe de unidade encarregada de operações de contrabando de armas para o grupo terrorista
Um alto comandante do Hezbollah foi morto em um ataque de drone israelense na localidade de Kaouthariyet al-Saiyad, entre Sidon e Tiro, no sul do Líbano.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), o alvo era Hussein Ali Nasr, vice-chefe da Unidade 4400, encarregada de operações de contrabando de armas para o Hezbollah.
De acordo com os militares israelenses, Nasr mantinha ligações com autoridades do aeroporto de Beirute e coordenava a entrada de armamento e recursos financeiros no Líbano com o apoio do Irã. Ele também teria liderado negociações com contrabandistas na fronteira entre Síria e Líbano, além de supervisionar o fortalecimento de forças do grupo.
O ataque foi realizado na sexta-feira, 18, e faz parte de uma série de operações contra a Unidade 4400, que atua no transporte de armas iranianas para o Hezbollah por meio da Síria e do Iraque.
Israel já eliminou outros líderes da unidade, incluindo o chefe, Muhammad Ja’far Qassir, em Beirute, em outubro de 2024, e seu sucessor, Ali Hassan Gharib, em Damasco, semanas depois.
Presidente do Líbano fala em desarmar Hezbollah
Na última quarta-feira, 16, o presidente libanês Joseph Aoun disse que espera desarmar o grupo terrorista Hezbollah neste ano.
“Esperamos que as armas do Hezbollah sejam retiradas ou que sua posse seja restrita ao estado em 2025, e é por isso que estou lutando”, disse o presidente, apoiado pelos Estados Unidos.
“Quanto aos integrantes do Hezbollah, eles são em última análise libaneses, e se eles querem se juntar ao exército, eles podem passar por cursos de absorção,” disse Aoun, acrescentando que o grupo não terá permissão de funcionar como uma unidade distinta dentro do Exército libanês.
“Queremos retirar as armas do Hezbollah, mas não queremos inflamar uma guerra civil.”
Aoun disse que o governo ainda não falou com o Hezbollah sobre o assunto, mas que o presidente do Parlamento Nabih Berri, um político xiita aliado do grupo, “está em pleno acordo” de que o estado deve ter um monopólio sobre as armas.
Berri serviu como mediador entre o Hezbollah e os EUA em negociações no ano passado para alcançar um cessar-fogo com Israel.
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