A mensagem de Páscoa de Donald Trump
Presidente dos EUA usou data para renovar ataques contra decisões judiciais e culpar Biden por crise migratória
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo, 20, uma mensagem de Páscoa com votos religiosos e ataques a adversários políticos, juízes e ao ex-presidente Joe Biden.
“Feliz Páscoa a todos, incluindo os lunáticos da esquerda radical que lutam e tramam arduamente para trazer assassinos, traficantes, prisioneiros perigosos, doentes mentais e conhecidos membros da gangue MS-13 e agressores de mulheres de volta ao nosso país. Feliz Páscoa também aos juízes e agentes da lei FRACOS e INEFICAZES que estão permitindo que este ataque sinistro à nossa nação continue, um ataque tão violento que jamais será esquecido!”, escreveu o republicano na rede Truth Social.
Trump ainda direcionou críticas ao ex-presidente Joe Biden, a quem chamou de “o pior e mais incompetente presidente” da história dos Estados Unidos.
Na publicação, ele afirmou que o democrata “permitiu propositalmente que milhões de CRIMINOSOS entrassem em nosso país, totalmente sem controle e sem vigilância, por meio de uma Política de Fronteiras Abertas que entrará para a história como o ato mais calamitoso já perpetrado contra os Estados Unidos”.
Em outra publicação, ele escreveu:
“Juntos, vamos tornar a América maior, melhor, mais forte, mais rica, mais saudável e mais religiosa do que nunca!!! DONALD J. TRUMP, PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA!!!”
As declarações foram feitas após decisões judiciais desfavoráveis a medidas de imigração defendidas por Trump.
Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a aplicação da Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, usada pelo governo para deportar venezuelanos. A norma concede ao presidente poderes para deter imigrantes de países considerados hostis em tempos de guerra.
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Lei de Inimigos Estrangeiros
A Lei de Inimigos Estrangeiros, de 1798, foi aplicada no passado durante a guerra de 1812 e nas duas guerras mundiais para deter estrangeiros considerados perigosos.
Trump voltou a invocá-la em março para deportar supostos integrantes do Tren de Aragua, grupo criminoso de origem venezuelana. Parte dos detidos foi enviada a uma prisão de segurança máxima em El Salvador.
A legalidade da operação passou a ser questionada logo após o anúncio da ordem presidencial.
Em 15 de março, venezuelanos sob custódia entraram com ação judicial. O juiz federal James Boasberg suspendeu imediatamente a aplicação da medida. Mesmo assim, a Casa Branca manteve dois voos para El Salvador, que transportaram 238 venezuelanos.
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