EUA atacam bases de energia de grupo terrorista no Iêmen
Americanos bombardeiam porto no Iêmen; houthis, aliados de Hamas e Hezbollah, prometem retaliação
Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira, 17, uma ofensiva contra um porto de combustível no Iêmen, em área controlada por terroristas houthis.
De acordo com números (não confirmados) divulgados pelos rebeldes, pelo menos 74 pessoas teriam sido mortas pelo ataque americano, além de dezenas de feridos.
A ação é parte de uma campanha militar intensificada pelo presidente Donald Trump desde março, e tem como objetivo interromper o financiamento das operações dos houthis, grupo apoiado pelo Irã e aliado do Hamas, que tem como objetivo declaração a destruição de Israel e dos EUA.
EUA confirmam operação
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a operação, afirmando que o objetivo é desestabilizar a infraestrutura de combustível utilizada pelos houthis para financiar atividades terroristas: “As forças americanas tomaram medidas para eliminar essa fonte de combustível dos terroristas houthis apoiados pelo Irã e privá-los das receitas ilegais que têm financiado os esforços dos houthis para aterrorizar toda a região por mais de 10 anos”.
Os houthis, que controlam vastas áreas do norte e oeste do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, classificam o ataque como “crime de guerra” e prometem retaliação.
O grupo tem lançado lançado mísseis e drones contra Israel, além de atacar navios comerciais no Mar Vermelho, ações que desestabilizam a segurança regional e a liberdade de navegação.
Quem são e o que querem os houthis?
Os houthis são um grupo terrorista do Iêmen. Formado nos anos 1990, se autodenominam “Ansar Allah” (Partidários de Deus).
Após a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, os houthis adotaram o slogan: “Deus é grande. Morte aos Estados Unidos. Morte a Israel. Maldição aos judeus e vitória para o Islã”.
Eles se consideram representantes do “eixo da resistência”, liderado pelo Irã contra Israel, os Estados Unidos e o Ocidente em geral – em conjunto com o Hamas e o Hezbollah.
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