Câmara do Rio aprova armamento da Guarda Municipal
Agentes passarão por treinamento para uso de armas de fogo na capital carioca
A Câmara do Rio de Janeiro aprovou nesta terça-feira, 15, a proposta de emenda à Lei Orgânica Municipal que autoriza o armamento da Guarda Municipal.
Foram 43 votos favoráveis e sete contrários.
O texto seguirá para a promulgação do presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), e não precisará da sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).
De acordo com a proposta aprovada, os agentes públicos terão o porte de arma durante o serviço.
Além disso, a Guarda Municipal será incorporada como força de segurança pública, com competência de policiamento ostensivo, comunitário e preventivo.
Os guardas passarão por treinamento para uso de armas de fogo.
As bancadas do PSOL e do PT na Câmara votaram contra.
Carluxo cutuca Paes
O vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que a aprovação da proposta significa “uma vitória para a segurança pública” da cidade do Rio.
“Após mais de uma década de tentativa de modificação da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro e malabarismos para evitá-la, oriundos do prefeito Eduardo Paes, hoje conseguimos uma vitória para a segurança pública na cidade do Rio de Janeiro”, escreveu no X.
Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a bancada do PL na Câmara Municipal está atenta à “possibilidade bem real” de o prefeito Eduardo Paes apresentar uma nova proposta – ou de “tramitação de proposta já existente” – com objetivo de criar uma força “paralela À GM do Rio”, de olho em uma possível candidatura ao governo do Estado.
“Depois da luta da bancada do PL para desarmar as arapucas legislativas encaminhadas pela Prefeitura do Rio, aprovamos hoje, em votação definitiva, a emenda à Lei Orgânica Municipal que permitirá o armamento da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, seguindo a lei federal, com diretrizes, preparo e atribuições.
Só que a questão ainda não acabou. Estamos atentos à possibilidade bem real de envio de nova proposta ou de tramitação de proposta já existente na Câmara, que ainda permite ao prefeito criar uma força paralela à GM do Rio — uma que seria contratada por tempo determinado e que obedeceria aos desmandos do futuro candidato a governador, Eduardo Paes, como instrumento meramente eleitoral.
Acompanharemos o processo de armamento da Guarda para que seja feito de forma a respeitar a corporação e garantir verdadeira segurança ao carioca”, concluiu.
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