NVIDIA anuncia US$ 500 bilhões para construir fábricas nos EUA
Plano prevê chips no Arizona, supercomputadores no Texas e uso de robôs autônomos; investimento equivale a mais de R$ 2,5 trilhões
A NVIDIA anunciou nesta semana que investirá até US$ 500 bilhões — o equivalente a mais de R$ 2,5 trilhões — na construção de uma cadeia de produção de supercomputadores de inteligência artificial nos Estados Unidos.
O plano envolve a fabricação de chips no estado do Arizona, a construção de fábricas no Texas e a adoção de robôs autônomos na produção. A expectativa é que as novas unidades comecem a operar em até 15 meses e gerem centenas de milhares de empregos no país nas próximas décadas.
A produção dos novos chips da arquitetura Blackwell já começou na fábrica da TSMC em Phoenix, no Arizona.
Os processos de empacotamento e testes serão realizados também no estado, com participação das empresas Amkor e SPIL.
No Texas, a Foxconn está construindo uma planta em Houston, enquanto a Wistron ergue outra unidade em Dallas. Ambas devem iniciar a produção em massa ainda em 2026.
Jensen Huang, CEO da NVIDIA, afirmou que os Estados Unidos estão assumindo um papel de protagonismo na infraestrutura da era da inteligência artificial. Segundo ele, o novo plano permite atender melhor à demanda crescente por chips de IA, além de reduzir a dependência da cadeia de suprimentos asiática, especialmente de Taiwan.
O anúncio fortalece o alinhamento da empresa com a política industrial do presidente Donald Trump, que desde a posse em 20 de janeiro de 2025 tem promovido medidas de estímulo à reindustrialização, corte de barreiras regulatórias e incentivo à produção doméstica.
Empresas que investirem nos Estados Unidos, como é o caso da NVIDIA, devem ser incluídas na lista de exceções a eventuais tarifas sobre semicondutores.
A iniciativa prevê ainda a construção de dezenas de centros de dados para operação de modelos de inteligência artificial, com uso de tecnologias como a plataforma Omniverse e robôs autônomos Isaac GR00T, desenvolvidos para aumentar a eficiência das fábricas.
Desde que Trump reassumiu a presidência, o volume de investimentos anunciados por empresas e governos estrangeiros nos Estados Unidos ultrapassa os US$ 2,8 trilhões.
O total considera anúncios feitos até o final de março deste ano. Entre os principais aportes estão os US$ 1,4 trilhão anunciados pelos Emirados Árabes Unidos, os US$ 600 bilhões da Arábia Saudita e os US$ 500 bilhões da Apple.
O setor de semicondutores tem sido um dos mais beneficiados, com grandes aportes da TSMC, NVIDIA e outras companhias.
O governo americano também lançou o programa United States Investment Accelerator, destinado a agilizar investimentos acima de US$ 1 bilhão. A ofensiva busca consolidar os Estados Unidos como centro global de manufatura avançada, tecnologia, energia e saúde.
Com esse movimento, a NVIDIA se posiciona entre os protagonistas da nova economia americana e reforça a estratégia de segurança e autonomia industrial do país.
O volume e a abrangência do investimento refletem a importância estratégica da inteligência artificial e a disputa global pela liderança tecnológica no setor.
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