Equipe médica avalia se Bolsonaro será submetido a cirurgia
Ex-presidente foi internado na noite deste sábado no hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de obstrução intestinal
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na noite deste sábado, 12, no hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de obstrução intestinal. Segundo informou a equipe médica que o acompanha, será feita uma avaliação para confirmar se ele precisará passar por uma cirurgia para desobstrução.
Bolsonaro foi transferido de Natal, no Rio Grande do Norte, onde começou a sentir dores abdominais durante um ato político na sexta-feira. Inicialmente atendido em Santa Cruz, a 115 km da capital potiguar, ele foi levado depois para um hospital em Natal, com diagnóstico de distensão abdominal.
Cirurgia
Segundo o médico Leandro Echenique, que acompanha o caso, o procedimento previsto é uma cirurgia aberta para corrigir a obstrução nas alças intestinais e substituir uma tela colocada em intervenções anteriores.
A definição final sobre a operação, no entanto, depende do resultado de exames laboratoriais e de imagem.
“É uma cirurgia aberta, que vai corrigir essa parte da obstrução das alças. Vai tirar a tela que ele tem, recolocar, então vai ser feita [a desobstrução]. Então é uma cirurgia bem extensa. Veja bem, é um abdome que já foi muito manipulado, desde 2018, quando ocorreu a facada”, disse Echenique.
O boletim médico deve ser divulgado na manhã deste domingo. De acordo com Echenique, Bolsonaro apresenta quadro estável, sem intercorrências durante o voo e com melhora da dor. No entanto, a obstrução intestinal persiste.
“Ele está confortável, mas o quadro abdominal não melhorou. Nos demais aspectos, como pressão e frequência cardíaca, está estável”, acrescentou o médico.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que acompanhou Bolsonaro no trajeto até Brasília, afirmou que o ex-presidente estava bem-humorado. Acrescentou que Bolsonaro mantém contato constante com os filhos e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Quadro mais intenso desde a facada
De acordo com o médico Claudio Birolini, outro integrante da equipe, este foi um dos episódios mais intensos de obstrução intestinal enfrentados por Bolsonaro desde 2018, quando levou a facada durante a campanha presidencial.
“Da forma como ele chegou, bastante desidratado, [com] muita dor e distensão abdominal exuberante, dá para dizer com alguma segurança que esse foi o quadro mais exuberante em relação aos quadros anteriores que ele apresentou. Embora eu não tenha acompanhado presencialmente as outras ocasiões”, afirmou Birolini.
Aliados do ex-presidente chegaram a considerar uma transferência para São Paulo, para que ele fosse atendido pela equipe do cirurgião Antonio Luiz Macedo, que o acompanha desde 2018. Michelle Bolsonaro, no entanto, decidiu manter o atendimento em Brasília, sob os cuidados de Birolini, especialista em parede abdominal.
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