Juíza dos EUA autoriza deportação de líder de protestos anti-Israel em Columbia
Magistrada baseou decisão em carta do secretário de Estado, Marco Rubio, segundo a qual as crenças de Khalil representam uma ameaça
Uma juíza de imigração dos Estados Unidos autorizou na sexta-feira, 11, a deportação do ativista palestino Mahmoud Khalil, líder de protestos anti-Israel na Universidade Columbia.
A decisão cita riscos à segurança nacional como justificativa. Khalil, ex-aluno da Universidade de Columbia, foi preso em 9 de março por agentes de imigração.
A juíza Jamee Comans, que atua na Louisiana, baseou sua decisão em uma carta do secretário de Estado, Marco Rubio, segundo a qual as crenças de Khalil representam uma ameaça à segurança dos EUA. Comans afirmou que não tem autoridade para contrariar a avaliação do Departamento de Estado.
A defesa tem até 23 de abril para recorrer. No entanto, cortes federais em Nova York e Nova Jersey já suspenderam temporariamente a deportação enquanto analisam se a prisão violou direitos constitucionais de liberdade de expressão.
Khalil continuava a morar em um apartamento da universidade após se formar em dezembro, amparado por uma política que permite a permanência de ex-alunos por tempo determinado. Ele seguia participando de atos e foi visto com um megafone em frente à Biblioteca Milstein, durante a ocupação do Barnard College.
Nos protestos, foram distribuídos panfletos atribuídos ao “Escritório de Mídia do Hamas”, incluindo material que justificava os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deixaram 1.200 mortos e 251 reféns. Também circularam imagens do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, morto em um bombardeio israelense no Líbano.
A Universidade Columbia afirmou que não coopera com agentes de imigração sem mandado judicial e reiterou seu compromisso com a comunidade acadêmica.
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Comentários (3)
F-35- Hellfire
12.04.2025 15:14Esses militantes sofreram lavagem cerebral e pensam como Hitler, Lula e o resto dos antissemitas. Não conhecem a história e abraçam qualquer narrativa contra Israel para justificar a própria burrice. Em vez de trabalhar e estudar pra valer, ficam mendigando verbas dos países produtores de petróleo e de outros que inadvertidamente os acolhem...São cupins inúteis.
Marian
12.04.2025 11:25Não está satisfeito meu filho? Volta pra casa. Bye
Fabio B
12.04.2025 10:08É muita maluquice e falta de noção... Imagine convidar alguém pra sua casa, oferecer teto, comida, estudos e, em troca, essa pessoa monta um palanque na sua sala pra te acusar de ser um opressor. E ainda distribui panfleto de grupo terrorista e convoca seus vizinhos pra te odiar. Eu botaria pra correr a chute um fdp desses.