Patti Smith vai publicar novo livro; Thomas Pynchon também
Boas e surpreendentes novidades chegarão às livrarias brasileiras em breve
A cantora e compositora americana Patti Smith lançará um novo livro autobiográfico. Depois do sucesso crítico e comercial de Só Garotos, vencedor National Book Award, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, vem aí Bread of Angels (“Pão dos Anjos”?).
O texto será uma reflexão sobre os 78 anos de uma das artistas mais importantes dos EUA, desde quando apareceu como referência do punk nova-iorquino com Horses (1975), seu álbum de estreia: “Levei uma década para escrever este livro, lidando com a beleza e a tristeza de uma vida”. A partir da morte do marido, em 1994, ela preferiu se dedicar à literatura.
Susto no Brasil
Em janeiro deste ano, Patti Smith, 78, assustou o público paulistano ao desmaiar durante uma apresentação no Teatro Cultura Artística.
Enquanto declamava um poema, perdeu a consciência e caiu sobre o suporte à sua frente. Foi socorrida e levada para fora do palco. Dez minutos depois, conseguiu voltar para cantar uma última música e agradecer a gentileza do público, para em seguida se despedir. O show foi cancelado.
O novo livro do obscuro Thomas Pynchon
Doze anos depois de sua última ficção, o mais recluso dos escritores reclusos ainda vivos anunciou – quer dizer: sua editora anunciou – a publicação para novembro do romance Shadow Ticket (“Bilhete das Sombras”).
Nascido em Long Island, Nova York, em 1937, Pynchon não é um escritor fácil – em nenhum dos sentidos. Avesso a entrevistas e ao contato com o público, sua obra não apela à linearidade do chamado “grande romance americano”.
Profusa, difusa, digressiva e tantas vezes paranoica, costurada por tramas e subtramas, e referências e autorreferências, temas e motivos que remetem à ideia de perseguição, à espionagem e às indiscerníveis conexões entre um fato e outro, um personagem e outro, a literatura de Thomas Pynchon ganhou do crítico da The New Yorker, James Wood, uma definição que se tornaria famosa: “realismo histérico”.
Os direitos para o Brasil de Shadow Ticket foram comprados pela Companhia das Letras, que já publicou Vício Inerente (adaptado ao cinema por Paul Thomas Anderson), Contra o Dia e O Arco-Íris da Gravidade, entre outros.
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