Comissão de Agricultura da Câmara aprova convocação de Marina Silva
Colegiado aprovou também convite ao ministro do Desenvolvimento Agrário; Marina e Paulo Teixeira devem ir à comissão em maio
A Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 9, um requerimento de convocação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, para prestar esclarecimentos sobre índices de desmatamento no Brasil e as diretrizes do governo em relação à Conferência do Clima da ONU (COP30), que ocorrerá em Belém (PA) no mês de novembro.
“A ministra Marina Silva precisa esclarecer como o Brasil pretende liderar debates climáticos em um cenário de avanço do desmatamento e sem diálogo com o setor produtivo. A COP30 não pode ser apenas um palco de marketing ideológico. É preciso coerência”, afirmou o presidente da comissão, Rodolfo Nogueira (PL-MS). O requerimento de convocação aprovado é de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES).
Ainda nesta quarta-feira, a comissão aprovou requerimentos de convite ao ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, para que vá à comissão. Os parlamentares querem explicações de Teixeira sobre as medidas adotadas pelo governo diante das ações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no chamado Abril Vermelho.
“O Abril Vermelho tem sido marcado por invasões de terras, violência e desrespeito à propriedade privada. O ministro precisa explicar o que o governo está fazendo para garantir segurança jurídica e impedir a ação de grupos que atentam contra o direito de produzir no campo”, afirmou Rodolfo Nogueira.
As datas das oitivas dos ministros ainda serão definidas pelo colegiado. A expectativa é de que tanto Marina como Paulo Teixeira compareçam à comissão em maio.
Em entrevista a O Antagonista e a Crusoé na semana passada, Rodolfo Nogueira criticou a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. “A gente está vendo realmente invasões na questão indígena e agora o Abril Vermelho, que são invasões feitas pelo MST, prometidas pelo MST”, argumentou. O parlamentar acusou o governo federal de acobertar esses “crimes” e chamou o movimento, que visa a democratização do acesso à terra no país por meio da reforma agrária, de “terrorista”.
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Comentários (1)
Fabio B
10.04.2025 07:43Essa tartaruguinha fica só escondida e mamando.