China nega que soldados chineses estejam lutando nas forças russas
Um porta-voz do ministério afirmou que a China sempre desencorajou seus cidadãos a se envolverem em conflitos armados, independentemente do lado
Recentemente, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky divulgou um vídeo que mostra um homem em uniforme militar com as mãos algemadas, gesticulando enquanto tenta comunicar-se.
O homem fala uma mistura de chinês, sons onomatopaicos e inglês. Zelensky informou que este indivíduo havia lutado pelas forças russas e foi capturado por tropas ucranianas, acrescentando que ele era apenas um dos dois prisioneiros chineses detidos.
Além disso, existem indícios de que um número maior de cidadãos chineses estaria atuando nas fileiras do exército russo.
Para Zelensky, essa situação é um indicativo de que o presidente russo Vladimir Putin não tem intenções de encerrar o conflito, o que demanda uma resposta imediata da comunidade internacional, incluindo Estados Unidos e Europa.
O discurso de Zelensky pode ser interpretado como uma estratégia para persuadir os EUA a se distanciar das negociações com Putin sobre a paz.
O presidente ucraniano busca reforçar a aliança com Washington, sugerindo que a participação da China ao lado da Rússia deveria motivar uma maior assistência americana à Ucrânia.
China nega
Na quarta-feira, 9 de abril, o Ministério das Relações Exteriores da China reagiu às alegações feitas por Zelensky, negando veementemente que um número significativo de cidadãos chineses esteja lutando nas forças russas.
Um porta-voz do ministério afirmou que a China sempre desencorajou seus cidadãos a se envolverem em conflitos armados, independentemente do lado.
A liderança chinesa não possui interesse estratégico em se comprometer diretamente com armas ou tropas no conflito ucraniano, ao contrário do que ocorre com a Coreia do Norte.
Embora tenha fornecido suporte econômico e material à Rússia, como veículos e máquinas-ferramenta para produção bélica, qualquer envolvimento militar direto poderia prejudicar suas relações comerciais com países europeus e os EUA, além de potencialmente resultar em sanções econômicas.
Mercenários chineses
Entretanto, é evidente que alguns cidadãos chineses estão engajados no conflito na Ucrânia, muitos deles já residentes na região antes do início da guerra.
Muitos dos soldados chineses que atuam como mercenários foram forçados a se alistar; aqueles que se juntaram às fileiras russas enfrentam dificuldades para sair.
Estima-se que mais de cem cidadãos chineses estão atuando como mercenários ao lado das forças russas.
Lado ucraniano
No lado ucraniano, as informações sobre voluntários chineses são limitadas. Recentemente, um exilado chinês publicou um tributo nas redes sociais para seu amigo Peng Chenliang, afirmando que ele foi o primeiro cidadão chinês a perder a vida lutando pela Ucrânia.
Peng tinha 30 anos, residia em Lviv e possuía uma namorada ucraniana. Seu amigo descreveu Peng como um jovem comum disposto a lutar por liberdade e democracia.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
09.04.2025 14:20Só mesmo sendo muito alienado e/ou hipócrita para acreditar que Putin vai parar de invadir a Ucrânia. E vai avançar mais pela Europa adentro. É só uma questão de tempo e oportunidade.