Comissão aprova proibição do uso de arma de fogo por segurança de Lula
Durante discussão do projeto, relator disse desejar que Lula morra; líder do PT vai acionar o Conselho de Ética da Câmara
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 8, um projeto de lei que proíbe o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do presidente da República e dos ministros do governo. O texto recebeu parecer favorável do relator, Gilvan da Federal (PL-ES), e será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e outros dois colegiados.
O projeto é de autoria dos deputados federais bolsonaristas Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Delegado Caveira (PL-PA). Bilynskyj é o presidente da Comissão de Segurança Pública.
Segundo a Agência Câmara, os autores dizem que o objetivo da proibição é alinhar a atuação dos órgãos que fazem a segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros à visão do governo do petista de promover uma cultura de paz, diminuir a violência e buscar soluções não violentas para os desafios de segurança.
Ainda de acordo com agência, o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), por outro lado, classificou o projeto de lei como “tragicômico” e inconstitucional. Além disso, cobrou a apresentação de um argumento técnico para o texto, e não ideológico.
“O presidente Lula nunca disse que agentes de segurança não podem estar armados. O que nós dizemos é que arma de fogo, para uso estimulado em massa pela população, não é uma boa política de defesa e de proteção”, declarou o parlamentar.
PT vai ao Conselho de Ética contra o relator
Durante a discussão do projeto na Comissão de Segurança Pública nesta terça, Gilvan da Federal disse desejar que Lula morra.
“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos”, declarou.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), anunciou que vai apresentar uma representação contra Gilvan no Conselho de Ética da Câmara por causa da fala.
“Olhem que absurdo. A base bolsonarista aprovou hoje na Comissão de Segurança Pública um projeto para desarmar a segurança do presidente Lula, por 15 votos a 8. O relator, Deputado Gilvan da Federal, defendeu abertamente a morte do Lula, incentivou a violência. Nós vamos representar contra ele no Conselho de Ética. ELES QUEREM MATAR O LULA!”, escreveu no X (antigo Twitter).
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)